A dança que desperta a puta


Considero que um programa convencional começa mesmo com um strip-tease. Para mim, marca o momento de assumir totalmente o papel de garota de programa. Não faço apenas para excitar os clientes; esse tempo em que estou dançando serve também para abstrair um pouco aquilo que está ao meu redor. Evito ficar reparando muito nas expressões dirigidas a mim, justamente para não me desconcentrar. Isso porque só consigo perder a timidez se, nos primeiros minutos, imaginar que ninguém está me vendo. E é uma tática incrível, porque depois disso a minha depravação atinge um plano superior, e podemos observar uma clara manifestação do meu alter ego. O despertar desse meu lado promíscuo representa o clímax da minha apresentação “artística”, que é aquele período em que já estou completamente nua, e os clientes entram em contato com minhas intimidades.

(Sobre a autora, clique aqui)

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2 comentários sobre “A dança que desperta a puta

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