Como uma cadela atinge o orgasmo


Fico bem contente quando consigo satisfazer direitinho as fantasias sexuais das pessoas. E nesse tempo todo trabalhando nesse ramo, acumulei experiências bastante curiosas. Não sei bem o porquê, mas hoje me veio em mente umas dessas fantasias excêntricas. Talvez por ter gostado, acabei me recordando dela hoje.

Eu já acho meio incomum um voyeur me contratar apenas para que eu fique me masturbando e enfiando objetos em mim, enquanto ele apenas observa. Até me excita perceber que estão me assistindo, mas isso não é o suficiente para o orgasmo, que quase sempre é encenado. Com a prática, aprendi a ser bem convincente, até porque, diante de uma plateia o artista precisa ser mais expressivo do que a própria realidade.

A minha capacidade de interpretação foi desafiada por um desses voyeures que solicitou que eu me masturbasse como “uma cadela vira-lata no cio”, de acordo com suas palavras. Vou interromper a narração para um esclarecimento: na minha época de submissa, uma das práticas que mais me excitava era conhecida como “dogplay”, que nada mais é do se comportar, literalmente, como uma cadela. E foi isso que fiz nesse programa: fiquei andando de quatro, balançando o “rabinho”, deixando a língua para fora e latindo. Mas ainda não tinha feito o principal: “me masturbar como uma cadela vira-lata no cio”.

Observando a natureza canina, o mais próximo de uma seririca seria quando a cadela começa a lamber aquela região. Infelizmente, a evolução das espécies não me contemplou com esse incrível contorcionismo, de modo que tive que me contentar em ficar lambendo meus seios. Mas meu cliente não se deu por satisfeito. Queria porque queria um animal se tocando. Como uma boa quadrúpede, não poderia de forma alguma usar minhas mãos, então apelei para uma situação bem ridícula.

Pedi para esse zoofilista ficar deitado na cama com as pernas entreabertas. Fiquei meio ajoelhada, com uma de suas pernas entre as minhas e comecei a esfregar minha xana nela. Não satisfeito, ainda mandou que eu gemesse como uma cadela. Nesse esfrega-esfrega, entre um latido e outro, aquela criatura gozou grunhindo. Discretamente, eu também gozei. Provavelmente, essa situação vexatória (e por que não cômica?) me excitou bastante, por causa do papel humilhante que tive que assumir.

Fico sem graça até de contar essas coisas aqui. Mas como essa é a proposta por trás do título do blog, decidi expor um pouco o quão ridícula eu posso ser. Acho que seria bom me acostumar a sentir essa “vergonha virtual”.

(Sobre a autora, clique aqui)

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9 comentários sobre “Como uma cadela atinge o orgasmo

  1. Oh baby, a situação descrita no post pode parecer humilhante para pessoas caretas e com uma visão estreita sobre sexo e gozo;nessas horas vale tudo que traga o máximo de prazer principalmente aos dois. Não é que o dinheiro esteja acima de tudo, senão fica muito capitalista mesmo. O prazer obtido numa relação é sempre uma dádiva.

  2. Muitos seres humanos travados pelo preconceito e pelos tabus; deveriam aprender um pouco observando gatos e cães durante o desempenho sexual deles; eles não tem religião pra encher suas cabeças de “caraminholas” contra o sexo e a sociedade animal é livre para trepar, voar, saltar!!!!!Salve a mãe Natureza!!!!

  3. “Como Dois Animais”
    (Alceu Valença)
    Uma moça bonita
    De olhar agateado
    Deixou em pedaços
    Meu coração
    Uma onça pintada
    E seu tiro certeiro
    Deixou os meus nervos
    De aço no chão…

    Mas uma moça bonita
    De olhar agateado
    Deixou em pedaços
    Meu coração
    Uma onça pintada
    E seu tiro certeiro
    Deixou os meus nervos
    De aço no chão…

    Foi mistério e segredo
    E muito mais
    Foi divino brinquedo
    E muito mais
    Se amar como
    Dois animais…(2x)

    Meu olhar vagabundo
    De cachorro vadio
    Olhava a pintada
    E ela estava no cio
    E era um cão vagabundo
    E uma onça pintada
    Se amando na praça
    Como os animais…

    Uma moça bonita
    De olhar agateado
    Deixou em pedaços
    O meu coração
    Uma onça pintada
    E seu tiro certeiro
    Deixou os meus nervos
    De aço no chão…(2x)

    Foi mistério e segredo
    E muito mais
    Foi divino brinquedo
    E muito mais
    Se amar como
    Dois animais…(2x)

    Meu olhar vagabundo
    De cachorro vadio
    Olhava a pintada
    E ela estava no cio
    E era um cão vagabundo
    E uma onça pintada
    Se amando na praça
    Como os animais
    Se amando na praça
    Como os animais…

  4. Muito bom o texto, eu acho interessante essas diversidade entre pessoas, cada um gosta de uma coisa, o legal da prostituta é que conhece-se muita gente sem medo de expor o que quer, é uma fuga com a desculpa de “Estou pagando” mas no final, e no fundo mesmo, o dinheiro não importa tanto, afinal esse vai embora, as experiências ficam. Quer algo mais precioso do que contá-las? Está para lá de diamantes… :D

    • Eu morria de tesão por uma namorada minha… Se ela passasse de calcinha perto de mim eu já ficava com a “barraca armada”. Eu queria fazer de tudo com ela, adorava cada centímetro do seu corpo. Interessante que a intensidade de prazer que eu sentia em tocá-la e também no próprio ato sexual é muito tamanha que é impossível descrever. Nessa intensidade não me preocupava se estava dando prazer ou não para ela, pois eu era o “prazer”. Ou seja, não havia divisão entre mim e o prazer… Eu não apenas o prazer em mim, mas o prazer em ela também. É engraçado sentir essa sensação. Quando a gente fazia sexo, ela gozava de 4 em 4 minutos… na terceira gozada ela já pedia arrego. Não aguentava mais. É muita energia que o corpo solta em um só orgasmo e na mulher, muitas vezes é múltiplo. Ou seja, em 12 minutos ela já não aguentava mais e eu ainda nem tinha ejaculado. Acontecia muito isso, mas eu nem ligava se tinha gozado ou não. Como disse antes, quando não há divisão entre você e o prazer, uma gozada masculina chega ser insignificante. Era tão intenso que toda essa intensidade era transmitida para ela. Gostava do jeito que ela tinha os orgasmos, tremia toda, as vezes dava câimbras nas pernas e o corpo fica se remexendo todo. Eu agarrava ela e sentia cada músculo se contraindo e relaxando, enfiava o dedo no cu e sentia a pressão e as vezes ele se soltava de uma forma tão abrupta que parecia que dava para colocar a mão dentro. Sentia em mim cada reação dela e eu passava por um orgasmo sem ao menos ejacular. O que mais me chamava atenção eram os gemidos dela, geralmente pequenos e tímidos. Eu adorava, pois nunca gostei dessas mulheres que simulam orgasmos urrando que nem loucas. Eu sempre falava para minha namorada, “não se sinta obrigada a ter orgasmos, pois eu também não estou interessado nisso, que mesmo é curtir um momento gostoso com você, depois podemos assistir um filme, tomar um vinho, fumar uma maconha… não tenhamos pressa”. É outra coisa quando se tem um sexo intenso, nada é igual quando você é apaixonado pela mulher.

  5. “Com a prática, aprendi a ser bem convincente, até porque, diante de uma plateia o artista precisa ser mais expressivo do que a própria realidade.”

    Por isso eu nunca paguei uma mulher para fazer sexo comigo. A arte de viver, para mim, é algo extremamente real e único e não superficial e fictício. Se é algo encenado, é apenas uma ilusão e ilusões são águas superficiais que nunca tocarão a profundidade da superfície.

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