O sexo que me tirou o emprego


Estive pensando na quantidade de vezes que as relações sexuais estiveram presentes no meu cotidiano. Não apenas por mantê-las como minha fonte de renda, já que, não raramente, o ato sexual marcou o desfecho de vários momentos da minha vida, alguns de forma bem inesperada.

Na época em que não me considerava oficialmente profissional do sexo (fazia programas com poucos), arrumei um emprego de caixa de supermercado para complementar meu orçamento. Estava longe de ser a funcionária ideal, já que vivia sempre cansada – saía para os programas à noite e acordava de manhã para ir ao cursinho. Mesmo assim, acho que meu emprego foi assegurado pelo interesse sexual que o gerente tinha por mim. Confesso que esse detalhe não foi nenhuma eventualidade, haja vista que algumas vezes direcionei certos gracejos para o chefe.

Foi bastante previsível outras funcionárias acharem que eu estava flertando o gerente para receber um aumento. Essa recompensa seria ótima, mas não agia daquela forma visando promoções. Acreditava que a permanência do meu emprego dependia do desejo sexual que sentia por mim. Vale destacar que ele não era o único agraciado com as minhas indiretas. Várias vezes dei em cima de quase todos os funcionários, mas não ficava com ninguém. Queria sexo, mas não tinha coragem de chegar aos finalmentes.

Quem também desejava acasalar era o meu chefe, que logo começou a me mandar propostas indecentes. Tentou, mais de uma vez, fazer sexo comigo lá mesmo no supermercado, mas eu sempre escapava quando notava a mínima intenção de ele me agarrar. Inclusive, recebi aquela oferta de aumento de salário, só que, mesmo com minha vocação para prostituta, recusei. Pelas minhas frequentes evasivas, passou a me tratar de uma forma grosseira, para me rebaixar mesmo.

Espera aí, se eu queria fazer sexo com alguém do trabalho, por que não fiz logo com ele? Resposta: porque ele achava que eu usaria a minha vagina como a única forma de crescer no emprego. Tudo bem que hoje sou bastante dependente da minha genitália, mas naquele época eu não queria ter que apelar para o sexo toda vez que quisesse alguma coisa. Ademais, até parece que me interessaria em fazer carreira num supermercado.

Ainda não sei como, mas um rapaz que trabalhava comigo descobriu meus servicinhos pelas madrugadas. Creio que devo ter transado com algum de seus conhecidos e, como é de se esperar do comportamento masculino, de certo ele espalhou esse acontecimento para outras pessoas. Tentei dissimular, mas esse meu colega estava mesmo convencido de que eu era garota de programa. Quando reconheci a verdade, ele solicitou um programa comigo. Depois de tudo acertado, enfim saciei minha vontade de cair na cama com alguém do trabalho.

Rapidamente, o rebuliço da minha fornicada com aquele funcionário foi transmitida para todos do trabalho. Ao chegar aos ouvidos da direção, despertou ciúmes e mágoas nos sentimentos não correspondidos do meu chefe pela humilde caixa de supermercado. Aquele sentimento de traição que o consumia determinou sua decisão de me demitir, alegando desempenho insatisfatório.

“Aham, sei… bem que ele poderia perguntar para aquele empregado qual a sua opinião a respeito do meu desempenho…”, pensei.

(Sobre a autora, clique aqui)

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