Os vestígios de uma vadia


Para um blog com o título de “Minhas confissões mais íntimas”, devo admitir que ainda estou me contendo um pouco antes de escrever detalhes muito picantes, alguns até absurdos. Acho que é aquele sentimento de quando nos apresentamos, em que se fica muito tenso em passar uma boa primeira impressão. Mas se eu continuar com esses receios, vou sentir que não estou sendo sincera, além de não seguir a proposta do blog. Pois bem, em direção a uma possível nova fase desse diário, começarei com alguma das minhas fantasias sexuais excêntricas.

É próprio da natureza dos felinos se esfregar em algum lugar como uma forma de demarcar território. Entusiasmada com esses curiosos hábitos do mundo animal, acabei me identificando ainda mais com uma “gatinha”, por conta da minha mania de me esfregar em certas coisas. Na verdade, estou tomando o todo pela parte; quero dizer que roçava apenas a minha vagina nos objetos (ou os objetos na minha vagina).

Essa minha extravagância iniciou-se quando ainda era bem jovem, época em que comecei a me masturbar. Tudo bem, vou dizer como era: ficava coçando o meu sexo por um tempão e depois ficava apreciando o odor nas minhas mãos. Aos poucos, essa minha perversão tomou proporções maiores a partir do meu instinto de espalhar meus feromônios como se quisesse marcar tudo que fosse meu, além de atrair algum macho para o acasalamento; o que nunca aconteceu.

O primeiro território demarcado foi o meu quarto. Várias extremidades de certos móveis – como cadeira, cama, mesinha e até a porta do armário – tiveram um contato direto com o meu sexo. Depois foi a vez de qualquer objeto que eu pudesse segurar e colocar entre as pernas. Para os curiosos, vai aí a perguntinha: você penetrava eles? Aham, introduzi muitos dentro de mim. Mas esse é um assunto para outro post.

Fui mais longe ainda. Pegava objetos que não eram meus, ou aqueles de uso comum, e passava na minha xana. Minhas amigas não sabiam, mas havia um pouco do cheiro do meu sexo nas canetas que elas me emprestavam. Mas os objetos que eu mais cobiçava eram os do meu pai, talvez pela minha vontade de prejudicá-lo. O celular, o palm top, as chaves do carro, a carteira, os sapatos, a gravata e outras coisas sentiram toda a textura da minha genitália, inclusive cheguei até a gozar sobre alguns deles.

Nesse meu vício, a vez que mais me marcou foi quando fiz essa travessura nos charutos do meu pai. Eu me lembro como se fosse ontem. Era uma caixa marrom e bege de uma marca de charutos cubanos chamada Montecristo – quase o nome de um dos meus romances preferidos. Peguei todos os charutos (e eram muito, viu) e esfreguei intensamente na minha xana (sobrou até para o meu rego). Fiz isso até gozar, para só depois guardar tudo direitinho na caixa. Queria muito ter fumado um daqueles, mesmo se fosse com o meu pai. Mas tudo seria melhor sem a sua companhia, então…

“Mais alguém aqui gostaria de fumar?”

(Sobre a autora, clique aqui)

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