Depois do beijo, o escarro


Definitivamente, sou uma garota perturbada. Talvez nem fosse necessário escrever explicitamente isso; basta ler um ou outro post desse blog para chegar a essa conclusão. Se alguém ainda não estiver muito certo sobre essa minha singularidade, acredito que esse texto serve para explicitá-la. Considerando o sem-número de fantasias que ocupam minha mente pervertida, aos poucos vou criando coragem para traduzi-las em palavras e publicá-las na rede.

“Escarra nessa boca que te beija!”, foi o que escreveu Augusto dos Anjos em “Versos Íntimos”. E foram essas palavras que me vieram em mente, quando estava ajoelhada no chão, de frente para minha dona, na primeira vez que ela cuspiu na minha boca. Na época, mal sabia o que era ser submissa, mas naquele momento senti como se estivesse sendo recompensada. E todas as donas pelas quais passei tinham esse hábito de escarrar em mim.

Quase sempre era na boca, para eu engolir logo em seguida. E foram várias vezes esse ritual, até eu me tornar mais ousada, a partir das experiências que vinha adquirindo. Agora, ficava degustando aquela porção de saliva despejada e só a sorvia quando me era permitido. E deixava fluir pelo canto dos lábios, por onde passava minha língua depois. Outras vezes, o líquido escorria por entre os meus seios até eu ampará-lo com as mãos, onde a saliva se concentrava aos poucos aguardando o momento de eu sugá-la e lamber minhas mãos. Aos poucos, sua consistência vai ficando mais espumante e viscosa, e é bem nessas horas que ela desce pela minha garganta.

Como eu já estava ficando bem vagabundinha, minha dona percebeu que poderia ser mais exigente comigo. Então, quando eu estava comendo ou bebendo qualquer coisinha, ela ia lá e cuspia no meu prato ou copo. Se fosse para me humilhar mais ainda, cuspia no chão e me mandava limpá-lo. Se fosse para me castigar, o cuspe era direcionado bem no meu olho. Se fosse para demonstrar algum afeto, era lançado na minha boca. Nessa época já não havia mais beijos de língua, substituídos por gestos padronizados que consistiam em ela abaixar um pouco a cabeça, e eu me colocar de joelhos com a boca aberta esperando pela escarrada.

Recebi muitas cusparadas no meu rosto, tanto no papel de submissa, quanto no de garota de programa. Sempre me sentia compelida a me limpar, mas resistia ao impulso para desfrutar a humilhação. Contudo, em algumas ocasiões, o prazer é tão intenso que resolvo espalhar o cuspe pela minha face, pescoço e seios, para sentir não apenas o meu sexo molhado. Aproveitando, nada melhor do que cumprimentar minha xana, bem como o meu ânus, com uma boa cuspida. Acredito que essas partes pornográficas estabelecem com o amante um diálogo mais produtivo ao ser baseado por esse tipo grosseria.

(Sobre a autora, clique aqui)

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2 comentários sobre “Depois do beijo, o escarro

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