Minha qualificação em oral com mulheres


Faz sentido imaginar que o sexo oral em relações homossexuais seja mais bem qualificado, já que as partes envolvidas têm uma noção mais clara – advinda da própria experiência – das sensações do parceiro. Evidentemente, de forma alguma isso pode ser enquadrado como uma regra; a minha xana mesmo já teve contatos não muito estimulantes com lábios femininos.

Durante um bom tempo tendo relações sexuais com outras mulheres (nos últimos anos lamentavelmente não com tanta frequência), nunca deixei de empregar minha língua para explorar o sexo delas, deixando o meu mais resguardado de suas lambidas. Isso porque as mulheres com as quais fiz sexo mais vezes eram dominadoras demais para ficar colocando sua boquinha de veludo entre as pernas arregaçadas de uma submissa. Bem, nessa situação onde somente a cadelinha aqui era encarregada do oral, a expectativa seria de que eu me tornasse uma exímia “chupadora de boceta”. Seria…

Numa posição ginecológica, ela me puxava pelos cabelos até meu rosto colidir com sua xana e deslizar por ela. Quando ela parava de esfregar minha face naquela região úmida, era a minha deixa para começar a chupá-la. Mesmo com um apetite intenso, degustava seu sexo paulatinamente, contudo, logo nos primeiros minutos desse fenômeno de deleitamento, ela me transmitia sempre a mesma reação que aos poucos despedaçava o meu prazer.

Primeiro ela me mandava lamber direito. De que forma? Nunca descobri. Esforçada, começava a variar os movimentos da minha língua. Em vão. Aparentemente, minha atuação não estava agradando muito, de modo que foram empregados vários tapas para me estimular a desenvolvê-la. A agressão se tornou um hábito, bem como sua questionável insatisfação expressa pelas suas constantes reclamações. Dizia que eu era uma inútil e me mandava calar a boca, mesmo sendo praticamente impossível falar e lamber ao mesmo tempo.

O prazer dela era se queixar. Se eu lambesse, queria que eu chupasse; se eu chupasse, queria que eu penetrasse minha língua; e assim sucessivamente. Eram tantas informações que eu ficava totalmente confusa. Estava lá, quietinha decodificando suas instruções, quando de repente (paft!) ela me vem com uma bofetada na cabeça. Caramba, assim não dá! “Parou por quê?”, ela questionava. Minha capacidade analítica ficava cada vez mais comprometida (ainda hoje permanece danificada). Nossa, mas que raiva! Acho que vou ter que arrumar um tamanduá para lamber essa mulher!

Com tanto empenho em diversificar as maneiras de se fazer sexo oral numa mulher, acredito estar capacitada a desenvolver um equivalente ao Kama Sutra apenas com técnicas para chupar e lamber. Dizem que a língua é um dos músculos mais fortes do corpo humano, mas eu fazia tanto contorcionismo com a minha que às vezes me dava a impressão de que ela estava cansada – o que seria natural, já que sempre cobrei muito esforço de sua parte.

Enfim, o fato era que fazer sexo oral na minha domme era uma experiência não muito compensadora, porque eu acabava me sentindo meio fracassada. Chegava a ficar quase uma hora com a boca em sua genitália, fazia-a gozar mais de uma vez (sempre soube que ela gostava) e mesmo assim só fui recompensada com tapas no rosto e algumas ofensas. Obviamente, essa atitude fazia parte da dominação e sempre me deixava excitada. Mas por causa disso ainda hoje fico um pouquinho insegura quando começo a estimular a clitóris da minha parceira com a boca.

Nesses meus anos como prostituta, eu me lembro apenas de uma mulher que me disse algo tipo: “chupa com vontade, sua cadela!”. Ou seja, lançou uma bomba no meu subconsciente, para acordar a mocinha submissa “chupadora de boceta”. Encarei-a, como se dissesse “agora você vai ter o orgasmo da sua vida, sua vadia!”. Consegui? Não… logo o cliente agarrou-a e ficou penetrando sua xana. Fazer o que, né? Ah! Mas ela que me aguarde quando tivermos a oportunidade de transarmos sem a inconveniência de um terceiro.

Hmmm… acho que fiquei com meu orgulho ferido…

(Sobre a autora, clique aqui)

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13 comentários sobre “Minha qualificação em oral com mulheres

  1. Comecei a ler seu blog hoje de tarde e só parei depois de ler duas páginas inteiras, confesso que é um misto de fascinação e curiosidade, além disso, você escreve super bem.
    Acabou de ganhar mais um leitor…ou fã, sei lá…rs…
    Bjos,

    • Oi, oniguiri!
      Por favor, não deixe de ler as outras quatro páginas inteiras, ok? ^^
      As pessoas não sabem, mas eu comemoro cada leitor novo. Por enquanto eu não tenho muitos, mas isso nem é importante porque só tive contato com pessoas legais! =)
      Adorei o comentário!
      Abraços e beijos!
      E vou esperar que volte mais vezes! ^^

  2. Acho que como voce mesma disse, a intenção era mais bater e castigar que o prazer pelo oral em si. Acho que precisaria praticar com alguem que realmente estivesse aproveitando o momento pra obter uma opinião confiável.

    • Realmente, meu caro!
      De fato, a minha situação não é lá muito agradável. As outras mulheres com as quais eu faço oral geralmente são garotas de programa e, lamentavelmente, elas não são uma fonte muito confiável, já que estão acostumadas às encenações (também me incluo nesse segmento de quase atrizes).
      Bem, quem sabe a Carla Curiosa (ver abaixo) não me dá uma opinião mais sincera? ^^
      Beijinhos!
      E muito obrigada por acompanhar o blog!

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