O amor da menina pela sua mascote


Na primeira vez que fui a um sex shop, comprei a Celeste, o primeiro objeto responsável por me extrair orgasmos múltiplos. Esse meu vibrador foi batizado com esse nome em homenagem à personagem Celeste, que era a cobra cor-de-rosa do Castelo Rá-Tim-Bum. Fiz essa associação não apenas pela semelhança da forma, mas também pelo meu brinquedinho dispor de uma grande variedade de movimentos (lembrando que a Celeste é a cobra mais articulada que eu conheço).

Comprei esse meu amigo quando eu era submissa e dei-o para minha dominadora usá-lo sempre em mim. Ele tinha sete velocidades, mas eu conheci basicamente as três mais fortes. Gostava de deixar na velocidade cinco por ser a mais equilibrada: era forte o suficiente para me fazer gozar, sem deixar meu sexo muito dolorido. Contudo, como estamos tratando de uma relação sadomasoquista, não bastava para minha domme ouvir meus gemidinhos chochos de prazer, ela queria berros guturais orgásticos. Era nessas horas que a Celeste ficava mais inquieta (até violenta, eu diria) dentro de mim.

(Essa velocidade sete me deixava preocupada, porque a intensidade do trabalho poderia superaquecer o motor do vibrador, gerando uma explosão. Um dia eu alertei a minha dona sobre essa minha preocupação, no que ela me tranquilizou dizendo que bastava eu gozar rapidinho para esfriar o motor. Realmente, levando em conta que nessas horas eu ficava bem molhada, acho que não haveria perigo de acontecer essa tragédia). Bem, besteiras à parte, vamos seguir com o texto!

Durante alguns meses, eu me diverti bastante com a Celeste. É patético escrever isso, mas reconheço que desenvolvi um carinho todo especial por ela – muito maior do que aquele que tive pelas minhas bonecas -, tanto que a tratava como uma mascote. Para a minha dominadora, aquele falo era a minha recompensa se eu fosse bem obediente. Entretanto, por mais que eu obedecesse às suas ordens, sempre tinha que implorar quase aos prantos para brincar com a Celeste. Suspeito que eu tenha ficado obcecada pelo seu jeitinho vibratório único de me estimular.

De fato, estávamos mesmo apaixonadas até que nosso relacionamento teve um fim trágico típico de uma história de amor: nós fomos separadas. Minha dominadora simplesmente me abandonou e desapareceu da cidade levando consigo o meu inocente vibrador. Desde então, minha xana se entregou a vários outros objetos fálicos, porém nunca mais tive aquelas mesmas sensações. Também não comprei outro vibrador, nem mesmo um do modelo da Celeste (o preço é absurdo). É verdade que sinto falta de um pênis vibrando, mas por enquanto optei por me resguardar dessa possível compulsão. Não é nada fácil! Hoje me senti em abstinência… Celeste, estou com saudades…

(Sobre a autora, clique aqui)

Também no blog:

Um chuveirinho inocente

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4 comentários sobre “O amor da menina pela sua mascote

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