Estigmas do submundo da sexualidade


É fato que a prostituição é uma das atividades mais antigas da sociedade humana. Durante muito tempo, considerei as meretrizes como mulheres um pouco a frente de seu tempo no que se refere à sexualidade. Desprenderam-se de alguns tabus para vivenciar o plano íntimo das pessoas em todo seu potencial. São mulheres que não se sujeitaram à repressão sexual e, para tanto, a sociedade teve que adotar alguma forma de reprimi-las: são marginalizadas, sofrem preconceito e violência e, o pior, não podem ser ouvidas.

Em todo caso, do lado de cá, poucas estão dispostas a se manifestar. A exposição da garota reforça um contexto de imoralidade, onde ninguém faz questão de se posicionar. Nesse submundo, seus componentes estarão sujeitos a uma dicotomia que oscila entre assumir o papel de réu ou de vítima. Por mais injustiças que eu (e você também) tenha provocado ou sofrido, não quero nenhuma dessas sentenças para mim. Sei de algumas garotas que estão nessa vida somente por necessidade financeira. Mesmo estas não são vítimas da prostituição (não confundir com exploração sexual), mas sim batalhadoras, principalmente por recorrer a esse meio para sobreviverem.

(Sobre a autora, clique aqui)

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6 comentários sobre “Estigmas do submundo da sexualidade

  1. Gosto muito quando você adota o seu lado analista. Sempre comentários muito inteligentes e lúcidos da sua situação e do mundo ao seu redor. Explore mais estes temas. Não dão tanto ibope quanto as descrições mais picantes do seu trabalho (continue expondo também), mas é isto que te diferencia dos milhares de outros blogs que falam de sexo por aí.

  2. As pessoas não gostam do diferente, doque sai do padrão. Padrão é muito importante para a maioria das pessoas, seguir tudo sempre na mesma linha, seguir uma tradição. Por isso qualquer coisa diferente, ou pensamento diferente é duramente rebatido. Acho que já falei sobre isso aqui no blog mesmo.

    Parece que ta conseguindo mais fans garotinha, parabéns! Esse blog ta começando a fazer o sucesso que merece.

    • Oi, Bondagista!
      Então, eu ainda penso em explorar bastante esse tema de padronização, moralidade, dentro do meu blog. Foram divagações assim que me fizeram aceitar tão bem essa vida que eu escolhi.
      Ah, o blog ainda é bem pequenininho (não aumenta muito o número de acessos), mas eu não tenho pressa. Posso ficar só com um público específico mesmo.
      Beijos, beijos!

  3. Toda profissão é digna, porém muitas vezes poderíamos preferir fazer isso a aquilo, porém algumas situações nos levam a fazer o que temos de momento, uma representação da vida diria um grande filosofo (Schopenhauer)…

    muito bom
    Beijos.

    • Eu concordo, Mr. Parti!
      Mas falando especificamente do meu caso, foi mesmo uma escolha entre várias outras opções de vida. Foi mais por aventura mesmo. No momento acho que foi a escolha certa (provável que amanhã eu já não pense assim).
      Obrigada pela visita!
      Beijinhos! =*

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