Ele vem me violentar


Os rapazes arrebentaram os botões da minha camisa, desceram a alça do meu sutiã, tiraram minha saia, arrancaram minha calcinha e rasgaram as minhas meias. Não eram necessários mais do que dois para garantir que eu ficasse completamente imobilizada. Queria mesmo ficar estática; estava muito bêbada. Se eles continuassem a forçar o pênis na minha garganta, logo eu vomitaria. A bexiga também estava pesando, mas tinha que segurar até esse miserável parar de meter em mim. Se eu sujá-lo, ele vai me bater, com certeza. Tento relaxar olhando para cima… percebo que estou muito tonta. Apago. Quando acordo, não há mais ninguém.

Começo a esfregar os dedos na minha xana e logo sou surpreendida pelo barulho da porta sendo escancarada violentamente e por um grito familiar pronunciando meu nome. Ele agarra o meu braço e me põe sentada na cama. Me chama de vagabunda e completa com um tapa bem forte no meu rosto. Caio de lado e em seguida sou empurrada ao chão, onde estavam minhas roupas. Segurando meus cabelos, ele ordena que me vista de uma vez para irmos embora. Agora me puxando pelo braço, ele me arrasta à força até o seu carro, antes que eu terminasse de pegar todas minhas coisas no quarto. Sentada ao seu lado, não tenho o que dizer; resta aguardar o tão esperado castigo.

Fico ajoelhada no centro de um cômodo totalmente escuro. Sei que ele está aqui, mas não sei onde. Começo a gritar implorando pelo seu perdão. Logo o movimento do cinto fica cortando o ar próximo a mim, até ter o primeiro contato com as minhas costas, iniciando uma sessão de inúmeras chibatadas ao longo do meu corpo. Tento esvair minha dor em gritos e lágrimas… mas é em vão. Quando já quase não consigo mais me levantar, ele prende meus pulsos, rasga toda minha roupa e começa a abusar sexualmente de mim. Puxa meu cabelo, estapeia o meu rosto, aperta meus seios, arranha minhas costas, penetra no meu ânus, goza dentro dele, me empurra no chão e chuta o meu corpo. Lixo.

Atinjo o orgasmo sozinha naquele quarto, sem desviar minha atenção da imagem da porta, esperando o improvável acontecer. Já são oito horas da manhã, e ele nem notou minha ausência, enquanto que a primeira coisa que fiz ao acordar foi pensar nele. Eu também queria esquecê-lo, mas sua representação vive me violentando em minhas fantasias. Por quanto tempo terei que ficar assim, esperando pelo castigo do meu pai?

(Sobre a autora, clique aqui)

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14 comentários sobre “Ele vem me violentar

  1. O comentário aí em cima é um bom exemplo do que te disse no post anterior, lembra? Não dá pra agradar todo mundo, mas é assim mesmo… O que continua importanto é a sua coragem de dizer o que diz. Parabéns!

  2. Eu tenho uns pensamentos meio estranhos, umas coisas meio diferentes que vem na minha cabeca e constantemente me faco essa pergunta: “Sera que sou doente?” Sei la… Afinal, o que eh ser NORMAL e o que eh ser DOENTE? Acho que o julgamento que vem do nosso subconsciente eh o que mais incomoda, e muitas vezes mascara toda uma realidade escondida por tras de ensejos avassaladores.. Pois e………..

  3. adorei. Admiro muito voce querida. Siga em frente sempre,nao se abale. Não se negue nada. Não se deixe humilhar. Voce é uma mulher digna. Uma mulher Mulher entre tantas outras falsas moralistas e mal amadas, que se escondem por tras de uma mascara de puritanismo e limites, estas jamais alcançaram a plenitude de uma vida Absoluta. Feliz.

  4. acredito que todos tem umas ideias diferente, que excitam, imaginação fértil, não acho que isso seja doença, acredito que seja apenas nosso jeito de realizar com a mente aquilo que seria “um pouco” demais de se realizar.. (tmbémtenhoumasimaginaçõesbemférteisemrelaçãoaomeupai)

  5. vc queria ser punida sexualmente pelo seu proprio pai, q nunca hag(j?)ia como um. qdo um dia eu terminar(ainda nem comecei) minha graduacao em pscologia com pos em sexologia irei t consultar como referencia p normalidad. rs os doentes terao q ser piores.

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