Ele não quis me violentar


(Antes de ler este texto, recomendo que leia o post anterior Ele vem me violentar)

Nas salas de bate-papo existe uma intensa concentração de tiozinhos à procura de sexo com uma virgenzinha. Eu tinha quase 16 anos e, ainda que eu já tivesse perdido minha virgindade dezenas de vezes, era muitíssimo requisitada pelos velhos tarados. Mal sabiam eles que eu era a parte tarada da história, interessada apenas em homens acima dos quarenta anos, dispostos a me ensinar a arte de oferecer orgasmos. Obviamente, eu poderia dar uma aula completa de cama para qualquer um desses senhores, mas naquela idade era necessário me passar por tola e inexperiente.

Em meio a uma infinidade de opções, comecei a me aproximar mais do Marcelo, que se mostrava sempre bastante excitado em me conhecer, tanto é que sempre conversava comigo no MSN se masturbando na webcam. Sua intenção era expor o atributo que considerava de maior relevância para o seu ser: um pênis consideravelmente grande. Aprecio este como um pré-requisito importante, mas dessa vez era fundamental mesmo encontrar um macho ávido por sexo selvagem. Como o Marcelo manifestou claramente esse interesse – escrevendo várias vezes que me deixaria toda arrombada – decidi que iríamos nos encontrar.

Escolhi o Bob’s do shopping como ponto de encontro, porque estava com vontade de tomar Milk Shake. Ficamos conversando, até ele me convencer a irmos ao seu apartamento. Eu queria fazer sexo, mas tinha um detalhe que me deixava um pouco insegura: ele era casado. Em compensação, pesavam a seu favor os 45 anos de idade e o fato de ter filhos um pouco mais velhos do que eu. Digo isso, porque queria encontrar semelhanças entre ele e o meu pai. Mas tive que criá-las artificialmente, porque meu pai era mais jovem – tinha 41 anos – e mais bonito. A partir daquele momento, estava me esforçando para vê-los como iguais.

Em seu apartamento, fiquei apenas de calcinha e sutiã. Ele me levou para cama e ficou deslizando suas mãos por todo meu corpo. Quando foi retirar minha calcinha, pedi para que a rasgasse. Puxou várias vezes com bastante força até arrebentá-la. Bateu o pênis na minha xana, que logo em seguida foi penetrada lentamente até que metade de seu pau estivesse dentro de mim. Depois disso, começou a estocar o falo de uma vez até o colo do meu útero. Estava me machucando, mesmo assim queria ir muito além. Pedi para ele enfiar atrás, mas na primeira tentativa, não suportei a dor e fiquei agonizando por um tempo.

Nessa hora, pedi para ele me bater e fui atendida. “Me perdoe por ser desobediente!”, disse isso, mas ele não entendeu por quê. Peguei o seu pênis, enfiei mais uma vez no meu sexo e pedi que agora me espancasse. Ficou metendo, porém não atendeu o meu pedido. Para forçá-lo a me agradar, comecei a arranhar suas costas e morder o seu ombro. Ele segurou firme minhas mãos sem parar de me penetrar por nenhum momento. Eu fazia força para me soltar e gritava repetidas vezes para me bater. Quando lhe dei os primeiros chutes, ele parou de meter em mim e empurrou o meu corpo para fora da cama.

– Some daqui, sua vagabunda!

A forma como me olhava, a expressão furiosa em seu rosto e a sua entonação de voz deixaram-me apavorada. Sendo chamada de louca e pressionada para ir embora logo, juntei todas as minhas roupas e fui me vestindo já indo em direção a saída. Antes de deixar o apartamento, ele segurou com violência o meu braço e me ameaçou, dizendo que acabaria comigo se eu contasse a alguém o que havia acontecido entre nós. Levei muito a sério esse seu aviso, porque na hora senti que ele seria capaz de fazer algum ato inconsequente. Devido a essa ameaça, nunca havia contado esse episódio a ninguém. Agora vejo como precisava escrevê-lo, pois me sinto um pouco menos pesada…

(Sobre a autora, clique aqui)

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5 comentários sobre “Ele não quis me violentar

    • Oi, Tricampeão!
      Acho que só precisei de coragem na hora de escrever, porque uma coisa é você pensar, ter fantasias e depois se culpar (ou não). Agora quando se escreve tudo o que se pensa, aí sim é bem perturbador, porque você pode ler várias vezes e interpretar (e depois ainda fica se questionando por que é que foi escrever esse tipo de coisa). Agora, divulgar isso no meu blog, foi até bem tranquilo, já que a maioria das pessoas não me conhecem.
      Muito obrigada pela sua visita!
      Beijinho, beijinho =*

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