Atrás de todos os pênis


Algumas prostitutas são minha inspiração para continuar nesse ofício. A Cris é uma delas. Somos colegas de profissão com perfis até que semelhantes. A diferença principal é que todas minhas características são mais exacerbadas nela. Tanto é que, quando estamos juntas, até pareço uma pessoa bem equilibrada. No meu esforço de me tornar uma mulher pervertida, muitas vezes fiquei copiando os comportamentos dela. Falta de personalidade? Não vejo exatamente dessa forma. É mais uma questão de me especializar num determinado perfil de garota de programa.

No começo da minha carreira, lá pelo terceiro programa do dia, eu via aquele sujeito pelado e pensava desanimada “Ah, legal… mais um pinto…”. Convivendo com a Cris, aprendi a querer sempre mais pintos; só me contentar quando tivesse a minha disposição os pintos de todos os homens do mundo. Uma meta tão ambiciosa é um excelente estímulo para você dar, sucessivamente, como uma cadela virgem no cio. Claro que às vezes tenho uns momentos de fraqueza, quando o corpo já está todo dolorido e ainda tem cliente esperando. Paro. Respiro. Penso: “eu quero mais pintos”. Logo, volto à luta.

Pode ser que eu tenha me tornado obsessiva por falos, mas nada comparável a situação crítica da Cris. Ela é uma pessoa que se sente incompleta e necessita sempre de um pau amigo para confortá-la. Por isso, sempre está com um namorado novo (às vezes até mais de um). Não sei muito sobre a vida dos homens que ficam com ela, mas sei que o José tem 17, o João tem 20 e o Joaquim tem 22 cm. Caramba, como é desnecessário ficar falando do dote do namorado! Parece até que ainda não inventaram o vibrador. Enfim… sinceramente, acho que ela é um gay com corpo de mulher.

Não vou posar de gostosona aqui. Muitas vezes eu quis trepar com um cara, mas fui recusada. Tudo bem, a fila anda, nem questiono nada e vou lá me insinuar para outro. Agora, se essa situação acontecesse com a minha querida colega, haveria dois desfechos possíveis: ou o sujeito acaba comendo ela; ou ela acaba comendo o sujeito. A estratégia é muito simples e sempre funciona: questionar a sexualidade do indivíduo, de preferência perto dos amigos dele. Acredite, ela sabe fazer isso com uma crueldade aterradora.

Como não gosto de comprometer ninguém, sempre evito esse tipo de provocação. Mas teve uma vez que um rapaz me rejeitou, e como a Cris estava perto começou a chamá-lo de veado e outros sinônimos. Para se defender, ele me agarrou bem forte e começou a me beijar a passar a mão pelo meu corpo. Não satisfeita, minha amiga começou a incentivá-lo a meter em mim. Bruscamente, ele tirou o meu short e me levou para um canto escuro da sala. Quando fui pegar em seu pênis, ele sussurrou no meu ouvido:

– Tu és uma guria muito linda, mas eu curto outra parada.

– Ok, sem problemas. Finge que está metendo em mim que eu fico aqui gemendo.

(Sobre a autora, clique aqui)

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3 comentários sobre “Atrás de todos os pênis

  1. pelo menos o que te move são as boas intenções rs
    você tem ambições onde a puta é só uma ferramenta…legal estudá-la a fundo, mas que seja a SUA puta….concordo, observando você nota os estilos, desde os mais cliches aos peculiares…Mas a puta que se expressa sempre diz muito sobre a pessoa. Com o tempo, vc descobre qual eh a sua puta mais autentica e mais gostosa….o prazer é importante, seja ele qual for.
    mas você tá no caminho…já se expressa , sua puta tem muito a falar e fazer :) Aproveite bem cada fase…o legal de tudo isso é o caminho. Bjoks

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