Submissa na hora do jantar


No meu papel de submissa, também deveria servir de cozinheira para a minha dominadora. Naquela noite, não chegaria a tempo em sua casa para preparar o jantar. Logo, só me restou passar num restaurante japonês, para oferecer um jantar prontinho assim que nos encontrássemos. Antes disso, passei numa lanchonete para comer algum salgado. Ainda que estivesse levando uma refeição para duas pessoas, nem sempre me era permitido comê-la, isso porque um dos prazeres da minha dona era me ver passando fome. Também dizia que controlava meu consumo de calorias para evitar que eu ganhasse peso.

Tomada pelo meu espírito de gordinha, pensava em diversas formas de comer mais. Como algumas vezes ela me deixava comer os restos, comecei a fazer bastante comida para sobrar mais. Porém, com o tempo, ela começou a separar uma ínfima parte para me alimentar e o resto guardava na geladeira ou, em alguns casos, mandava direto para o lixo. Eu poderia pegar para comer qualquer coisa que estivesse nele. Bem… um dia eu fiz isso e… vomitei, vomitei, vomitei! Não que o alimento estivesse estragado, foi mais por nojinho mesmo.

É sabido que as pessoas tendem a ficar mal-humoradas quando estão famintas. No caso do meu relacionamento sadomasoquista, a raiva da minha dona seria traduzida em castigos, então provavelmente eu apanharia muito mais do que de costume. Por sorte, seria espancada somente depois do jantar, isto é, ela bateria em mim um pouco menos zangada. Para isso, devo me responsabilizar por ajudá-la a relaxar. Existe uma regra suprema nesses casos que só aprendi depois de levar alguns tapas no rosto: permaneça o tempo todo calada. Fora isso, só preciso ficar embaixo da mesa beijando e lambendo seus pés durante todo o jantar.

Sabe, eu me satisfaço com muito pouco. Enquanto ela me permitisse lamber seus pés, sempre estaria disposta a servi-la. É verdade que seu sadismo me encantava profundamente. Por exemplo, naquela noite, eu tinha certeza de que não iria comer nenhum sashimi, porém ela jogou um no chão e me mandou comê-lo. Nenhuma boa intenção por trás disso, afinal havia muito wasabi no sashimi. Fiquei estertorando com aquele sabor ardido na boca, assistindo a minha torturadora rir do meu desespero. Então, sinalizei um pedido: levantei a cabeça e fiquei com a boca aberta, na expectativa de ela cuspir em mim. Cuspiu, mas não foi o suficiente para eliminar o gosto picante da minha boca. Só depois de lamber muito o pé dela, minha língua parou de arder.

A propósito, minha dominadora ainda me faria comer muitas outras coisas intragáveis em outros encontros que tivemos. No auge da minha fase em dogplay, ou seja, quando imitava os comportamentos de uma cadela e era tratada como tal, eu era forçada a comer um pouquinho de ração e às vezes recebia como “recompensa” um biscrok. Era necessário todo um preparo psicológico para encarar a indigesta culinária pet. Longe de ser o tipo de comida mais palatável, provavelmente está entre as mais excitantes. Convém dizer que não saio comendo ração por aí, a menos quando vivencio intensamente o meu lado de cadelinha.

(Sobre a autora, clique aqui)

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