Maneira primitiva de se fazer sexo


A noite começava numa baladinha qualquer e terminava com algum garoto me levando para casa. Muitas vezes entrava sozinha, mas jamais saía desacompanhada. Bastava puxá-los pelo pênis após alguns minutos de conversas mal-intencionadas, que anunciavam o clímax dos programas noturnos: a fundamental hora de fazer sexo. Porém, nem sempre dava para chegar em casa lavando consigo aquele ar de satisfação. Aí o jeito era apelar para minha ampla imaginação estimulada pelos toques íntimos. Comecei a aceitar que a realidade estava se tornando entediante – alguns minutinhos de sexo com alguém que provavelmente só me fodeu porque tinha um carro – sendo que ainda havia muito a se explorar da minha sexualidade.

Uma categoria muito típica de fantasia sexual considera prioritariamente o ambiente onde ocorrerá a consumação carnal. Enfastiada de transar em automóveis, impus como pré-requisito para sair comigo a preferência por um local mais inspirador para meus orgasmos. Fiz sexo no mato, na rua, no estacionamento, no posto de gasolina, na praça… nada de muito excepcional. Achei que alguém me levaria para um lugar inesperado e impróprio, mas tive minhas expectativas frustradas. Então, uma vez propus que transássemos num cemitério. Naquele dia eu me encontrava num estado meio fúnebre, e a minha ideia foi a última deixa para o sujeito ir embora espantado. Pois é, ainda aguardo por uma possibilidade de realizar essa mórbida fantasia.

Minha mente produz muita besteira, muita besteira mesmo! Em todo esse apanhado de ideias fracas, surpreendentemente algumas se materializaram. Segue-se um exemplo: durante algum tempo eu estava determinada a fazer sexo em cima de uma árvore – é desnecessário escrever isso, mas me inspirei nos macacos. Dei essa sugestão para alguns sujeitos, mas nem sempre era levada a sério. Apenas dois aceitaram o desafio. Na primeira vez, ficamos um tempão procurando uma árvore que eu conseguiria subir, só que infelizmente eu não tinha habilidade alguma para trepar em árvores. Acabamos trepando atrás dela mesmo.

A outra oportunidade de conquistar essa minha fantasia surgiu quando fui a uma festa rave numa chácara. Não faltaram árvores nem entorpecentes para me estimular a transar. Mais para o final da noite, conheci um rapaz tão alucinado quanto eu que aceitou na hora essa aventura. Devido aos meus escassos metros de altura, precisei ser levantada para me apoiar no tronco da árvore. Já lá no alto, abri minhas pernas e levantei minha saia, revelando que eu estava sem calcinha. Não sei se ele viu muito bem, porque ainda não havia terminado de amanhecer, de qualquer maneira, meus gestos ativaram seu lado mais primitivo e em poucos segundos já estava no mesmo galho que eu.

Depois que a euforia de estar lá em cima passou, comecei a sentir bastante medo de cair. Além de estar meio escuro, eu estava bem bebadazinha. Deitei-me de bruços no galho e me agarrei com as pernas e os braços nele para me sentir segura. Antes disso, meu parceiro se sentou com o galho entre as pernas e tirou o pênis para fora. Foi aí que começou, quando chupei seu pau naquela minha posição indecorosa, abraçada ao ganho. Depois apoiei minhas costas no tronco e me sentei de pernas abertas em seu sexo. Cavalguei bem pouco porque quando fazia isso o galho chacoalhava – por mais grosso que fosse, temia que ele se quebrasse. Voltei a chupá-lo e rapidamente ele gozou. Eu também queria gozar lá em cima, mas tive que apelar para a masturbação mesmo, porque não havia nenhuma posição razoável em que eu pudesse receber um oral.

Não fora tão excitante como eu fantasiei. O problema foi que a árvore não tinha uma boa estrutura para sustentar minhas vontades sexuais. Eu me lembrei de toda essa história porque recentemente encontrei uma árvore perfeita na praça, tanto que até consegui subir nela sozinha. Mas dessa vez vou ficar só na vontade. Não é recomendável essa prática sexual em meio a um espaço público. Já é uma ideia muito estúpida, por isso é melhor que ninguém a presencie.

(Sobre a autora, clique aqui)

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4 comentários sobre “Maneira primitiva de se fazer sexo

  1. Oi, Ayana, tudo bem?
    Meu nome é Karin e sou jornalista. Estou fazendo uma reportagem sobre garotas de programa na internet e gostaria de conversar com você. Me manda um e-mail (tá no cabeçalho do comentário) que eu te explico a pauta direitinho. Seria muito legal se você participasse!
    Obrigada!

    • Oi, Tricampeão!
      Bom, eu não sou muito exigente com relação a conforto na hora do sexo. Mas não faço muita questão de repetir essa experiência. Acho que mais constrangedor mesmo foi ficar agarrada num galho tentando fazer oral. ¬¬
      Beijinho, beijinho! =*

  2. O que manda é o momento; de repente os dois decidem fazer uma transa inédita, uma aventura mesmo, num local, onde jamais se imaginaria trepar e então acontece…Nem sempre numa transa gostosa o bom senso prevalece, na maioria das vezes o tesão e a emoção mandam no script e a coisa flui sensualmente e com muito prazer, e nesse momento o que menos importa é o local ou o conforto..

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