Minha cliente, minha amante e minha puta


Não tenho muita empatia pelas várias garotas de programa que conheço. No melhor dos casos, cria-se uma pequena afinidade nas horas em que trabalhamos juntas. Distante desse contexto, nós apenas nos cumprimentamos. Mantenho um convívio mais próximo apenas com outras quatro garotas que também trabalham para minha cafetina. Não as considero como melhores amigas, mas são boas companheiras quando a gente sai para dançar, beber e transar. A minha vontade seria que fizéssemos programas mais tranquilos, como por exemplo, ficarmos apenas conversando, sem comentar muito sobre sexo e futilidades. Seria bom, mas infelizmente, todas são muito reservadas e consequentemente sustentamos apenas uma proximidade meio superficial ou, quando muito, basicamente sexual.

O caso que eu tenho com a Cris é amplamente sexual. Para ela, eu seria uma espécie de brinquedinho erótico, um pouco mais interativo que os outros, mas sem nunca reagir de qualquer maneira que a desagrade. Comecei a me sentir atraída pelo seu jeito completamente desvirtuado, porque ela sempre foi muito atrevida comigo, especialmente quando há uma plateia. Sem pedir qualquer permissão, suas mãos exploram as zonas erógenas do meu corpo enquanto sua boca se ocupa em manter a minha calada. Eu não preciso dizer nada, apenas gemer bem baixinho como de costume, para sinalizar que já estou à sua disposição. Ela tem razão em me considerar uma vagabundinha por eu ser assim tão receptiva. Para mudar esse rótulo, posso me fazer de difícil para as outras garotas que vêm me bolinar, mas quando é a Cris, não dá, aí eu me entrego mesmo.

É uma situação estranha ser uma putinha subordinada a outra garota de programa. Contudo, enquanto a maior parte das minhas relações sexuais envolve também transações financeiras, no meu caso com a Cris dispenso as remunerações habituais, as que pagam minhas contas. Fazemos sexo apenas pelo prazer do instante presente, sem que haja futuras cobranças. Isso ela deixou bem claro depois que a gente começou a transar com frequência. Após um breve processo de sedução, conquistei uma assídua cliente. Toda semana, eu lhe faço pelo menos uma visita, para a gente brincar de casalzinho. Bom, eu não sou comprometida com ninguém, mas a Cris sempre está com algum namorado diferente. Geralmente são relacionamentos instáveis e nos períodos de crise, ela recorre à minha íntima companhia para desestressar. Pois é… namorados vêm e vão, mas a amante é sempre a mesma.

(Sobre a autora, clique aqui)

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4 comentários sobre “Minha cliente, minha amante e minha puta

  1. Acabei de conhecer seu blog e achei ele incrível. Adoro o modo como voce escreve e adorei principalmente esse post! Sou mulher, namoro um homem e sou loucamente apaixonada por mulheres.. em épocas de crises e quando eu e meu namorado damos um tempo… eu recorro as minhas amigas, ou posso dizer minhas amantes? passatempos? não sei, só sei que são com certeza o que salvam meu namoro!
    Parabéns pelo site Princesinha!

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