Sem muitas ambições…


Observo que algumas pessoas são mais tolerantes diante de alguns casos específicos que levaram uma garota a se prostituir. Há de se considerar que essa profissão é um indicativo bem relevante de situações de misérias em determinadas regiões. Seguindo a ingênua doutrina neoliberal, sempre haverá emprego digno (como cortar cana) para quem tem interesse em trabalhar. Mas será mesmo que a dignidade dos cortadores de cana é respeitada a partir de longas jornadas de trabalho, baixa remuneração e insegurança no trabalho? Bom, entre as opções de atividades que se desenvolvem em ambientes desumanos, a prostituição pelo menos traz um retorno financeiro considerável.

Para os preconceituosos mais sensíveis, comercializar sexo é aceitável quando a jovem tem uma condição social miserável: precisa sustentar a família, criar os filhos, pagar algum tratamento médico e a faculdade (quanto a mim, não tenho nenhuma dessas responsabilidades). Penso um pouco diferente. Não quero aceitar a prostituição como o único meio que essas garotas têm para ascenderem socialmente. Queria que todas tivessem as mesmas oportunidades que eu tive, ou seja, optar por ser prostituta a partir de uma vontade própria, sem que interferências externas pressionem demais uma decisão. Caso esta seja a mesma que a minha, advirto: atenção senhoritas de classe média ou alta que têm vocação para o meretrício, a inquisição moralista vai persegui-las até vê-las em chamas. Segue um dos julgamentos que antecede a cremação…

“Você não vale nada”, foi o que ouvi algumas vezes, até mesmo de clientes que pagaram pela minha companhia (dá para entender?). Diziam que eu estaria corrompida e que o demônio da avareza havia tomado o meu corpo. Uma vez, um sujeito me disse que eu seria capaz de vender a minha mãe para comprar um sapato. Quer dizer, putinha de família rica, só entrou nessa vida para acumular mais dinheiro para gastar com futilidades. Pensam o que? Que eu tenho orgasmos pelo dinheiro? Uma garota gananciosa, sem escrúpulos, sujeita a qualquer depreciação por algumas cifras. Poxa, essa é uma imagem muito horrível que alguns formaram sobre mim. E se eu digo, com toda minha sinceridade, que não estou nessa vida pelo rendimento financeiro, ninguém leva a sério. Aí vai um breve exemplo:

– Tudo bem! Eu te pago vinte reais só para tu ficares bem quietinha.

– Não precisa, não! Guarde esse dinheiro para sua cerveja.

E quando ele foi embora, não me contive e sussurrei discretamente:

– Enfia essa porra desses vinte reais no seu cu…

(Sobre a autora, clique aqui)

(Gostaria de dar as minhas boas-vindas aos internautas que descobriram recentemente o meu blog!)

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23 comentários sobre “Sem muitas ambições…

  1. ooi Moça!
    Descobri agora o seu blog, por coicidencia foi o agradecimento que você deixou nesse ultimo post :D

    Adooorei o blog, muuito interessante!
    Esta de Parabéns pela ” coragem” de escrever sobre as suas ” aventuras”!

  2. Engraçado como onde escreveste “ingenua doutrina liberal” eu li “hipócrita doutrina liberal”. O meu pai dizia “não importa o que queiras fazer mais tarde, desde que sejas o melhor. Podes querer ser varredor de rua, desde que sejas o melhor varredor de rua”. E eu sempre me perguntei porque ele não gostou quando eu lhe disse que queria ser músico. Aham ;-)

  3. Oi princesinha

    É isso que mais detesto, julgarem alguém pela roupa que veste (neste caso, pela profissão que usufrui). É como você disse, se se é prostituta então só está nessa vida pelo dinheiro, só interessa o dinheiro!! Poxa, que é isso? Os médicos, que lucram bastante na sua profissão, foram para medicina por causa do dinheiro? Admito que muitos casos sim, mas muitos deles têm uma grande paixão pelo que fazem! Assim como uma prostituta tem paixão pelo seu trabalho!! Que raiva desses preconceitos… Se você tivesse seguido medicina ou arquitectura ou outro emprego qualquer que a tornasse ainda mais rica é porque era uma menina bem comportada e inteligente e sensata e altruista e blá blá blá. Mas como foi, por livre vontade, para a prostituição é porque é uma sem vergonha que utiliza o corpo para enriquecer. Bah, isso é mesmo mau e magoa qualquer um… Mas sabe? É esse blog aqui que ajuda a superar esses preconceitos e essas manias, esses estereótipos!! :)

    Continue com essa coragem e dedicação a este blog!

    Muitos beijinhos especiais para você, minha querida!
    Soraia

  4. Oi Ayana
    Sempre adoro o que vc escreve.
    Tenho certeza de que vc não está nessa vida pelo dinheiro, assim como eu. Minha mãe é médica, trabalha demais, muito mesmo, mas ama o que faz e ganha muito dinheiro com isso. Ela não escolheu a profissão pelo retorno financeiro.
    Eu acho que prostituição é vocação, assim como qualquer outra atividade. Meu pai queria que eu fosse arquiteta, designer de interiores. Sempre gostei de desenhos, mas optei pela moda, por ser modelo e estilista. Além disso, também SOU PROSTITUTA. E como vc, Ayana, me prostituo por opção, porque gosto, me excita, adoro me sentir usada. Dinheiro nunca foi o objetivo, não me prostituo pela grana, meus pais sempre me deram tudo, me prostituo pelo prazer. E ganho muito dinheiro com isso, muito mais do que ganho como modelo e manequim.
    Conheço muitas meninas que se prostituem pela grana, pra pagar a faculdade, pra usar roupa de grife, ter carro importado. E daí??? Não é a opção dela? É uma profissão como outra qualquer.
    Mas independente do motivo que levou uma menina a se prostituir, sempre vão dizer que havia uma opção “mais honrosa”. Infelizmente sempre haverá preconceituosos, falsos moralistas, enfim… Ayana, parabéns pelo blog!!

    Ninguém merece ser só mais um bonitinho
    Nem transparecer, consciente, inconsequente
    Sem se preocupar em ser adulto ou criança
    O importante é ser você

    Mesmo que seja estranho, seja você
    Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro
    Mesmo que seja estranho, seja você
    Mesmo que seja… (Máscara, Pitty)

  5. Ayana:
    Gostei muito de tuas palavras, teu estilo e teus relatos. Sou jornalista (mas nada de zero fora, tenho uma visão libertária e provavelmente mesma orientação política que tu), e gostaria de conversar contigo. Não encontrei área pra e-mail, então peço (se não for demais) que me escreva através do endereço bauhauscd@bol.com.br ou daquele cadastrado na mensagem (acho que só tu pode enxergar, né?), pra que possamos entrar em contato.
    Pode ser?
    E siga escrevendo, que me parece que tá bem encaminhada.
    Abraço!

  6. Descobri seu blog recentemente…
    e nossa to amandoooo…como me identifico com vc Ayana..
    Sou recém formada em medicina..mas quando eu percebi ja estava me prostituindo e cobrando por esse serviço q eu tando gosto de fazer..e me da tanto prazer..e concerteza não busco o retorno financeiro..e entendo perfeitamente os seus relatos..
    Um abraço pra ti…e aguardo os futuros relatos..

  7. É a sua vida, você teve os seus motivos, e está trabalhando com o que você tem.
    O que os outros tem com isso?
    Você é muito mais honesta com o seu emprego do que a maioria dos nossos governantes.
    Então, do que importa ‘valer’ alguma coisa, se isso só se aplica com a opinião dos outros sobre a gente, e não nós sobre nós mesmos?
    sendo assim, prefiro morrer não valendo nada do que valendo alguma coisa.
    pelo menos temos mais histórias para contar, certo?!

    beijos

  8. Bom, vou colocar o meu grão de sal e tentar esclarecer algumas dúvidas… :)

    2 comentários me vêm:

    Primeiro: Eu já fui a algumas (poucas) prostitutas e absolutamente nenhuma delas tinha o nível cultural que parece reinar aqui. Todas faziam (relativamente) bem o trabalho delas, por necessidade e não por escolha, Como eu sei disso? Porque perguntei sempre. Não encontrei ainda nenhuma com o perfil parecido com a Ayana, Soraia, Rafaella ou Laura. E não é uam questão de preço (mais caro = mais culta etc). Talvez seja uma especificidade de Brasília? Não sei. A única vez que conheci uma prostituta com quem a vontade de ter sexo era também estimulada pelo cérebro foi com a Drica. Interessantemente, só jantamos e não aconteceu nada mais que duas horas de uma conversa fascinante (creio que o tenha sido para ela também). Lembro-me de ter pedido uma vez à minha ex que fossemos juntos a uma prostituta e ela tinha aceite a ideia na condição que fosse uma prostituta “com nível e cultura” (whatever that means) e o fizesse por gosto e não por necessidade…

    Segundo: (É uma pergunta genuína e sem julgamento, ok?) O que vos dá prazer na prostituição? Pelos relatos aqui eu entendo que não é o dinheiro, pois qualquer uma poderia ganhar tanto ou mais exercendo profissões “mais honoráveis”. É o sexo com desconhecidos? Não vejo que seja isso também pois isso é possível para o comum dos mortais em qualquer site internet ou casa de swing minimamente profissional. Talvez seja o interdito, o gosto por algo mais “perigoso” (penso logo no “Belle de jour” de Buñuel). Estou lendo agora o “Mulheres por cima” da Nancy Friday e uma das fantasias recorrentes de mulheres anonimas que escreveram, é ser prostituta. Fico muito curioso pelas razões dessa fantasia/escolha. Genuinamente curioso. Estou convencido que se a sociedade fosse menos ridiculamente “tapada” com os assuntos relacionados com sexo, talvez tudo fosse mais simples. Não sei… :)

    Bom, já viajei demais aqui :D

    • Oi David!

      Olha, eu não sou dessa profissão, apenas tenho alguma experiência (pouca ainda) com o sexo e sou capaz de o falar abertamente. Mas eu sei o que me levaria a seguir a prostituição (tendo em conta que prefiro o prazer ao dinheiro). É que nesses sites e isso, você não tem um seguro. Se você combina alguma coisa com alguém, pode vir a se machucar bastante. Ou seja, não há segurança. Na prostituição, além de você ganhar algumas granas com o prazer (não sendo o dinheiro o motivo, mas apenas uma gratificação, um bónus, tal como Rafaella disse) também tem mais segurança que num encontro “às escuras”. Além disso, é muito mais fácil, sendo prostituta, arranjar parceiro para sexo do que no dia a dia em que você tem de procurar e se você é um “viciado em sexo” então isso vem mesmo a calhar. Aqui, eles é que te procuram. Muitos têm o ideal de realizar uma fantasia, qualquer que seja, e isso também é estimulante. Você também não tem muita escolha e é obrigado a dar cu para cliente se ele pedir. Isso é óptimo para quem, como a Ayana, tem um carácter masoquista ou gosta de ser usada, pois ela é obrigada a fazê-lo e só isso dá prazer.

      Acho que esses são os principais motivos. É um misto de perigo (por ser um desconhecido) com um seguro (até porque muitas vezes eles têm que passar por uma “patroa”).

      Abraços
      Soraia

      • Oi Soraia!
        Eu entendo os argumentos de “perigo”, da excitação por estar “à mercê das loucuras de um(a) cliente”, e do “dinheiro (relativamente) fácil” para quem não tem tabus ou traumas com a sua sexualidade. Onde eu me perco um pouco é quando tu dizes que em um encontro às escuras podemos no machucar. Eu sempre tive a sensação que era mais perigoso para uma prostituta por causa dessa sensação masculina de “paguei então posso fazer o que quiser”. Sou homem e sei que mais de uma vez me policiei para precisamente não cair nessa armadilha com uma prostituta. Num encontro às escuras essa sensação nem passa pela cabeça. Ou será que o teu “podemos nos machucar” tem a ver com a possibilidade de aparecerem sentimentos naquilo que é suposto ser apenas uma relação física? O fato de pagar por sexo é uma barreira protetora contra mais confusões, não é? Tanto para a prostituta como para o/a cliente… se é nesse sentido que falaste, então eu entendo. É apenas uma transação: meu dinheiro pelo teu corpo. Fim da história.

        Mas se for só assim, onde está a diferença entre as “boas” e “más” profissionais? E na verdade esta conversa toda me tem feito questionar/pensar as razões de ir numa prostituta :)

        Abraço!

        • Oi David,

          Na verdade, quando falei em machucar estava falando a nível físico e emocional. Ser paga para realizar um fetiche sexual que pode danificar um pouco nosso corpo é bem diferente de ser violada e ganhar DSTs perigosas. A nível emocional é como você disse, muitas vezes eles ou elas se envolvem demais e o parceiro sexual não quer mais que sexo. Magoa aos que se apaixonam por não serem correspondidos e magoa os que não se apaixonam porque sempre nutrem carinho pela pessoa e acabam por arranjar outro parceiro para suas actividades.

          Eu não sou de todo a pessoa indicada para responder a essa pergunta, mas sempre posso dar minha opinião. Acho que a diferença entre as “boas” e “más” profissionais está no modo como ela (falando de mulheres) concretiza o que você quer. Muitas apenas estão aptas para dar grande prazer na cama e fingir muito bem, mas quando toca a conversa… Outras são exactamente o oposto e outras são ambas. Um cliente pode querer um acto social antes do sexo em si e por isso é importante saber ter uma conversa razoável. Mas isso não é tudo, o facto de elas conseguirem ser flexíveis quanto ao estilo que o cliente quer (sexo normal, sexo oral, sado-masoquismo, sexo anal, voyeur, e muitas outras) e conseguirem concretizar as suas fantasias também as distingue de “boas” e “más” profissionais. As prostitutas também têm de ter em atenção os seus próprios gostos. Lá por uma prostituta só gostar de sexo vaginal com homens não quer dizer que não tenha de dar o cu, ter sexo com mulheres e outras coisas. Uma prostituta não pode ser apenas aquilo que quer nem fazer aquilo que quer. Também tem de ter atenção ao que o cliente não diz. Alguns clientes são envergonhados e cabe à prostituta perceber o que eles realmente querem. Muitos têm vergonha de dizer que querem levar no cu, por exemplo, e mulheres têm medo de dizer que querem experimentar certos brinquedos. É a prostituta, como profissional, que deve ter em atenção a maneira como o cliente reage quando ela lhe coloca um dedo no anús ou mostra à mulher um brinquedinho e pergunta “Você quer?”. Acho que é isso que as distingue, também deve haver outros factores, mas esses acho que são os mais importantes.

          Abraços
          Soraia

          • Oi Soraia!
            Entendi o teu argumento e gostei muito da forma como explicaste um pouco o “papel” da prostituta. Gosto muito da ideia dela ser um meio (seguro) de exploração sexual (para seja quem for, inclusive a própria prostituta). Na realidade é a única razão de eu alguma vez ter ido numa, experimentar coisas que nunca tinha tentado antes, algumas delas nem suspeitava que iria querer ou gostar, imagina! O próprio ato de ir numa prostituta já era para mim uma novidade, uma experiencia diferente. E se a prostituta for boa desse ponto de vista, eu reitero a necessidade da profissão ser considerada como um serviço de utilidade pública (estou falando muito sério). Uma vez fui a uma com quem não só o sexo era carinhoso, aventureiro e bom, como ainda por cima ela ouvia os meus desabafos. Cheguei a pensar que o dinheiro que eu gastava em terapia teria sido muito melhor usado com ela.
            Emfim. Já invadimos o suficiente o cantinho da Ayana :P
            Beijos

  9. Oieee Princezinha (musa dos meu sonho)

    Obrigado pelas boas vindas, sou novo aque. (apesar de jah ter lidos seu blog inteiro)

    seu blog quebrou varios preconceitos e pesamentos sobre as profissionais do sexo. Passei a ver essa profissao como qualquer uma outra. E tambem vi que tem muita diferença entre uma profissional e uma mulher que saio fazendo sexo com todos por ai so porque axa bonito ou pra ver com suas amigas quem pega mais, pra mim essas que sao as verdadeiras putas…

    Beijoo coraçaoo.

  10. Davi, gostei bastante do seu comentário
    Responderei ao seu questionamento, sob o meu ponto de vista.
    Conheço algumas prostitutas, mas nunca conheci alguma que se prostituisse por necessidade de sobrevivência, embora acredito que sejam a grande maioria. As meninas que conheço são de família classe média, nível universitário, as chamadas garotas de programa de luxo.
    A grande maioria dessas garotas fazem pelo dinheiro. Algumas até dizem que gostam e tal, mas o motivo principal é mesmo o dinheiro. Conheço uma que foi iniciada por uma colega de faculdade, que ninguém na classe sabia que era garota de programa. A idéia inicial era somente fazer dinheiro extra pra conseguir pagar a faculdade e ter alguns luxos, comprar roupas de grifes. Mas esse mundo isso vicia, ela começou a ganhar muito dinheiro e nem pensa mais em parar.
    Conheço outras duas meninas que são até lésbicas, não sentem prazer algum com homem, mas sabem fingir bem. Aliás, muitos caras já reclamaram pra mim de experiências ruins com outras garotas de programas, reclamaram que elas são mecânicas, que fingem muito e tal. Eu entendo a reclamação, mas acho engraçado, afinal o que eles querem? não é sexo? se ele quer envolvimento, que vá procurar uma “boa moça” rs.
    Mas existem aquelas que fazem porque gostam, que sentem muito prazer. Eu sou uma dessas. Comecei no ramo por fantasia, queria saber como era a sensação de transar por dinheiro e acabei adorando isso. Eu já adorava sexo com desconhecidos, sem compromisso. Fazia isso de graça, mas agora poderia ganhar dinheiro? achei muito legal!! A experiência com o primeiro cliente foi muito excitante, mesmo com todo o medo inicial. Depois passei por situações difíceis, humilhações, que eu parava e pensava “o q estou fazendo? não preciso disso”. Mas o desejo era mais forte e eu voltava a fazer programa. Com o tempo fui me conhecendo melhor, percebendo que, apesar do meu nariz empinado, no fundo eu gosto de ser usada, humilhada. Enfim, dizem que toda a patricinha adora um vagabundo. Eu diria que toda patricinha adora é ser vagabunda (pelo menos na cama).
    Espero ter contribuido de alguma forma.

    • Obrigado Rafaella
      Nunca pensei que a minha pergunta pudesse suscitar tanta conversa :D

      Eu sou fascinado por sexo. Mesmo. O que não quer dizer quer dizer que eu tenha sempre vontade de sexo (aliás, acabei de me dar conta que não conheço o masculino de ninfomaníaca. Acho que não se diz ninfomaníaco, não é? Estranho…).

      2 comentários sobre a tua resposta:
      Dizes “Mas esse mundo isso vicia”. Isso quer dizer que existe dependência fisiológica? Mesmo depois de satisfazer as necessidades (que dizes ser inicialmente financeiras), a garota não consegue sair do mundo da prostituição, mesmo querendo? Ou quer dizer que ao ganhar dinheiro ela melhora o padrão de vida e entra num ciclo vicioso em que vai sempre precisando de mais $ para se sustentar?

      O segundo comentário é mais uma manifestação de concordância do que um comentário. É verdade que nós homens às vezes também não sabemos o que queremos. Se é sexo sem envolvimento então porque se queixa da prostituta ser fria? Afinal não pagou para usar o corpo? Parece-me que para nós homens, envolvimento quer simplesmente dizer “não me ligues depois, esquece que eu existo”, mas durante o sexo (e apenas durante esse momento) queremos carinho, sensualidade, aproximação, cumplicidade etc, todas essas coisas que tu dizes existir na “boa moça” ;) O sexo frio não parece ser suficiente, aquela coisa de entrar no quarto, despir, meter, ejacular, tomar banho e sumir não parece ser o que a maioria dos homens procura…embora haja gostos para tudo, não é?

      Como eu disse, sou fascinado por sexo :P

  11. Eh interessante verificar esse tipo de discussão rolando aqui…e fico muito feliz e verificar as variedades de historias e motivo que todas irão ter para cobrar pelo sexo ou não…e eu acredito nisso mesmoo..eh na individualidade de cada uma..cada uma ter seus motivos para faser e agir como bem pensa nessa esfera sexual..aim filosofei demais..rsrs
    e não eh pq umas cobram pq precisam e outras pq naum precisam..eh q faz uma ser melhor do que outra..pq embora muitas garotas de classe media ou alta recorram a prostituição..não deixamos de pensar q somos um pais miseravél..e a maioria das garotas..vão optar esse caminho por necessidade financeira..mas ainda assim..não vamos deixar de dizer que pra tomar essa atitute tem q ter coragem e certa vocação..não eh garotas…rsrs
    Não sou prostituta…mas ja cobrei algumas vezes..rsrsr..por pura fantasia..outras por interesse..e outras por precisar de uma graninha extra..e ahhh….foi bom ate..tirando o medinho de ter q se submeter ao total desejo do outro..talvez por isso não me profissionalizei..as vezes eu qro totalmente do meu jeitoo..dizer não quando eu quizer…enfim…
    Adorooo seu blog flor..me apaixonei pela forma como escreve..eh poetico e como descreve sua personalidade..as vezes lendo..posso sentir cada palavra ou descrição tua…Belooo..lindo dom!

    BJ

  12. Olá….
    não pude me conter e tive que deixar este comentário!
    Garota, vc é fantástica…impossível parar de ler!
    Descobri o seu blog atraves do casal sem vergonha…
    lindo demais aqui e eu fico viajando em suas historias…vc ja está adc.em meus favoritos..rs’
    Bom o que posso desejar é que tudo de certo pra vc, pois vc é super cativante…
    Um super Bju
    Ully Mendonça, 18 anos Guarujá – Sp.

  13. Olá, Ayana!

    Fico muito feliz em vê-la escrevendo com mais frequência, e não apenas por isso: mais uma vez você surpreende e cativa todos os que lêem tudo o que você escreve aqui. Seja bem-vinda a essa ótima fase em seu blog! =)

    Desta vez não vou comentar o que você escreveu. Estou de acordo com muitas das opiniões aqui expostas. Meu propósito agora é elogiar o que você faz, bem como dizer que te admiro muito.

    Cuide-se bem! Beijos!

  14. Oi, pessoal!
    Não esperava que o post rendesse uma discussão tão interessante! =)
    É muito bom saber que há outras pessoas que pensam de uma forma parecida com a minha. Não me sinto mais tão desalinhada.
    Bom, eu iria dar minha pequena contribuição ao debate, mas aí eu pensei melhor e notei que poderia escrever outro post sobre o assunto, explicando um pouco melhor minhas motivações para me prostituir. Acho que já comentei isso em alguns posts e comentários antigos, mas ainda estou um pouco distante de esgotar esse assunto.
    Hmmm… não vou conseguir me conter. Vou dar alguns pitacos! ^^
    É recomendável que a garota de programa saiba se adaptar às preferências do contratante. Nesse sentido, quanto mais multifacetada ela for, melhor. Mas para a maioria dos meus clientes, não é um requisito fundamental que ela seja intelectualizada e em alguns casos isso até pode prejudicá-la (não bastasse ser puta, ainda por cima é comunista). Sendo boa de cama, já é o bastante para ter uma carreira bem lucrativa na prostituição. Mas isso gera um problema: quando não há outros tipos de cobranças, é muito fácil se acomodar.
    Pronto, agora vou me segurar para não escrever mais! =P
    Obrigada pelas opiniões, gentilezas e troca de experiências!
    Beijinhos, beijinhos!

    • Antes puta que comunista? Hahahahahahahahah. Eu sempre considerei a mente um poderoso afrodisíaco. E uma prostituta que não sabe conversar ou está apenas de passagem pela profissão para resolver um mau momento financeiro provavelmente só me verá uma vez. Para me fidelizar é preciso mais alguns atributos. Mas já vou tratar em terapia essa coisa de achar que a prostituta é minha futura namorada/esposa :D

      PS: Segurar para não escrever mais? Nem penses! O que esse povo aqui quer é precisamente que escrevas sempre mais :)

  15. Belo post, Ayana, Você mostra-se sincera e aberta, sem hipocrisias ou falso moralismo. Admiro mulheres que agem dessa maneira; sexo pelo sexo, isso é muito bacana. Afinal, mulheres conservadoramente casadas,casaram só pelo sexo? Não! Elas mantêm o casamento mesmo quando esse já acabou; por amor? Não!! Na verdade, quero dizer que muitos e muitos casais continuam casados e/ou juntos simplesmente pela grana. Por isso, que vejo com bons olhos uma garota que faz sexo e recebe uma quantia em dinheiro. É justo!! Quantas vezes, as madames não transam em nome da liberação do cartão no shopping. Também não estou querendo afirmar que todas as mulheres só pensam em dinheiro na cama; só quero explicar que dinheiro é necessário e importante; desde que não seja a coisa mais importante numa noitada sexual.

  16. Esse post fo magistral pois gerou um debate entre várias pessoas (Soraia, David, Nathy, Rafaella, etc); estou aprendendo muito e como também gosto de sexo pago ou não; sempre tenho coisas novas para aprender. Afinal, esse é um assunto infindável, como tantos ligados ao ser humano. Viva o prazer!!!

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