Nas profundezas do reino encantado

– Você realiza fantasias?

– Algumas com muito prazer!

– Então, queria fazer xixi em você, no seu rosto, nos seus peitos.

– Hm… desculpe, acho que eu me sentiria mal. Não me daria prazer – menti mais uma vez.

Faz tempo que eu queria escrever sobre experiências “bizarras”. No começo, sabe como é, ainda não estava tão familiarizada com o blog, nem tinha ideia das possíveis reações dos internautas, por isso sentia um medo mor de expressar minhas confissões ainda mais íntimas. Depois, veio a fase “déjà vuliana”, em que colocava a mão no queixo, olhava para o nada e refletia: “Disseram que sou louca. Que engraçado, acho que já tinha ouvido isso antes… teria eu dito isso de mim mesma?”. Passados alguns confrontos existenciais, precisava superar o hábito da procrastinação e escrever. Como sou uma meretriz refinada, não vou sair contando de uma vez todas as putarias grosseiras pelas quais tenho interesse. Desta vez, o relato deste post está fresquinho, porque aconteceu nesta semana!

Como muitas outras histórias, esta também começa comigo embriagada. Deitada, ajeitando-me toda hora sobre os lençóis acetinados de um motel pomposo, estava me sentindo mais soltinha do que de costume. Já o assunto, era o mesmo de sempre: putaria. A conversa estava fluindo bem: ele revelava suas fantasias sádicas e, aos poucos, eu deixava escapar meus cortejos com a submissão. Apanhar no bumbum, ser amarrada, usar coleirinha; coisas graciosas para a mocinha meiga que tento parecer. E o que mais eu gostava? Então, não queria desvelar mais nada comprometedor. Obstinado, sua esperança era me fazer falar entornando outras doses em minha boca.

– Não, espera um pouquinho! Se eu virar mais uma dose agora, vou acabar “gorfando”!

– Vomita aí nesses peitinhos! Você ficaria linda toda vomitada!

Não espero ser compreendida, mas achei tão fofo o que ele havia acabado de dizer! Eu fiquei paralisada, em catarse, sorrindo com uma cara de idiota. Chacoalhei a cabeça, senti o quarto balançando em desarmonia e neguei qualquer possibilidade de beber ainda mais. Ele até que não insistiu muito para intensificar minha embriaguez, em compensação, repetia várias vezes como gostaria de enfiar seu pau na minha garganta até me fazer vomitar nele e em mim mesma. “Ah, não! Isso é nojento!”, foi a minha primeira fala. Quando me dei por conta, já estava falando assim: “Hm… não sei… tenho um pouco de nojinho”.

Nojinho. Isso não te dá prazer, senhorita porquinha? Muitíssimo! Contudo, é um segredo confidencial demais para chegar aos ouvidos de qualquer cliente. Até poucos dias atrás, nenhum deles sabia, mas após aquela apimentada conversa escatológica, a minha xana, sempre tão discreta e úmida, estava toda exibida e encharcada. Tive que admitir. Primeiro porque estava bêbada demais para dissimular meu tesão. Além disso, se o maluco realmente curtia umas paradas mais hardcore, já cumpria um dos principais requisitos para se juntar ao clube. A propósito, meu clube, minhas regras! Eis uma das minhas esporádicas manifestações autoritárias. A condição era eu fazer toda a bagunça sozinha, e ele ser um mero espectador até o final da minha performance, para só depois assumir uma participação ativa na hora de limpar toda a sujeira.

Apertamos as mãos; o compromisso estava fechado para o próximo programa. Bebemos mais uma dose para celebrar e por pouco eu não lhe ofereci uma prévia do nosso combinado. Ele balançou o pinto e me pediu para chupá-lo. Os homens são mesmo uns putos quando veem uma jovem indefesa alcoolizada. Deitei-me de costas na cama e empinei o bumbum. “A xana e o cuzinho estão disponíveis! Divirta-se à vontade!” e mergulhei minha cara no travesseiro. Acordei de manhã com o rosto todo babado. Talvez por ter dormido de boca aberta, ou por ter gemido muito com o travesseiro no rosto enquanto era fodida. Ficou o mistério, junto com a ressaca e os fragmentos de um compromisso que… Oh, my god!

“Combinado é combinado!”, dizia a voz da consciência sacana. Já a voz da razão estava sem palavras diante das merdas que eu havia dito para o cliente. Eu sou um caso perdido! Fiquei chateada por trinta segundos, antes de me sentir bem quentinha por causa da excitação. A partir daí, passava pela minha mente o constrangimento, a humilhação e a ansiedade para ele marcar rápido nosso encontro super secreto. O que eu comeria? Morango, com certeza! Morango, banana e maçã, foi a melhor decisão! E tomaria leite também!

Aceito me envolver nessas porcariadas, apenas se eu estiver uma fofura. Em termos mais descritivos, é quando me visto como uma garotinha. Deixei o cabelo de Maria Chiquinha, preso com lacinhos, coloquei um vestido lilás com a estampa de uma garota de mangá e sapatilhas bege. Deixei as maçãs do rosto suavemente coradas, os lábios com gloss cor-de-rosa e mesmo o perfume era mais doce do que aquele que costumo usar. Também levei o Rei Babar, meu querido elefante de pelúcia.

Fomos para o quarto de outro motel. A princesinha e o voyeur. Ele estava numa taradeza sem precedentes, difícil até de descrevê-la. Então, tive que cortar o barato! O combinado não era este, e eu estava morrendo de fome. Tirei toda minha roupa, entrei na banheira vazia e pus a caixinha de leite, um copo e um pratinho do meu lado com todas as frutas. Ele pegou um banquinho e se sentou bem perto de mim. Comecei mordendo a maçã. Olhei para o cliente e ele estava sorrindo. Que bonitinho! Também comecei a sorrir e mordi mais um pedaço. Logo eu estava fazendo palhaçadas para me esquecer da vergonha que estava sentindo. Mastigava a fruta e mostrava a língua antes de engoli-la. Argh!

Não demorou para me sentir bem à vontade. Comer e se masturbar são dois prazeres que foram feitos um para o outro. Ainda tinha a possibilidade de sensualizar com a comida. Esfregava os morangos na xana antes de comê-los, fazia um boquete bem molhadinho na banana e deixava o leite formar um bigodinho na minha boca e escorrer pelo meu corpo. Não era preciso muita sensualidade para encher o meu estômago de passarinho. Ao final das preliminares, esmaguei os últimos morangos nos meus peitos e os esfreguei sobre mim. Agora a imundície estava para começar. Sinceramente, quando estava na parte dos preparativos, em minha imaginação eu vomitaria um arco-íris. Fechei os olhos para vê-lo mais uma vez. Encostei o dedo na garganta e vomitei sobre meus seios. Se estivesse concentrada na minha atuação artística, teria feito uma expressão horrorizada. Em vez disso, fiz um sincero pedido de desculpas pela indelicadeza. Fui precipitada, pois em seguida a cena constrangedora se repetiu algumas vezes.

Asco seria o sentimento mais natural. Como a ciência explicaria eu me sentir tão excitada? Embora seja comum porcos serem usados como cobaias científicas, já adianto para os engraçadinhos que a porquinha aqui não está disponível! Isso sempre será um “mistério da humanidade”, ou melhor, um mistério mais pessoal, porque a maior parte da humanidade preferiria não conhecer as minhas fantasias pouco asseadas. Ficaria quietinha se eu não fosse, além de porquinha, uma pequena anarquista. Fiz uma verdadeira baderna na banheira! Desta vez, não daria para pôr a culpa em ninguém. Sabe o que houve? Estava meio enjoada, talvez com alguma intoxicação alimentar. Fui tentar me levantar, escorreguei na banheira, caí de bumbum, de costas, de lado, de peitinho e até de ponta cabeça. Aí eu fiquei toda sujinha… e com vergonha… e também muitíssimo excitada… e agora ainda mais envergonhada!

(Sobre a autora, clique aqui)

Anúncios

Fizeram xixi no meu blog!

Sou bem conhecida aqui na vizinhança pelo meu comportamento inadequado. Isso quer dizer que tenho uma péssima reputação. Notei que as pessoas não sabem me julgar direito, a maioria está enganada a meu respeito: eu sou muitíssimo mais pervertida do que imaginam. Um olhar superficial indicaria que sou uma vadia, ignorando com frequência o meu perfil de submissa, masoquista, fetichista, exibicionista, vulgar e inconsequente. Devo admitir que muitas das minhas confissões mais íntimas ainda não foram abordadas nesse blog. Paciência! Aos poucos, esse confessionário vai se tornando cada vez mais imundo, bem como sua autora.

Com o passar do tempo, minhas concepções de repugnância foram dissolvidas. É um movimento de se desprender de uma percepção socialmente construída, vivenciada sobretudo no imaginário, e apreendê-la a partir de diversos sentidos, como o tato, o olfato e mesmo o paladar. Minhas primeiras reações de asco provieram de diversas trepadas casuais. O sabor muitas vezes amargo do órgão genital não asseado, que anteriormente se esfregara na vagina e no ânus, permanecia na boca por onde o esperma havia escorrido. A mesma boca que tanto lhes beijava. Eram os beijos que marcavam o início da minha degradação, até eu me ver nua lá embaixo, deitada em algum canto, fedendo a suor e sexo. Era um caminho muito sujo até essa latrina, mesmo assim, volta e meia, terminava a noite por lá.

A grande quantidade de relações sexuais trouxe uma sensação de nojo de mim mesma. Meu corpo havia sido corrompido e, para tanto, restava-lhe o sexo como única utilidade. Uma vez que estava quase sempre conectada a relações sexuais, era como se essa sujeira moral fosse uma característica inerente a minha pessoa. Para reforçar esta constatação, havia algumas formas muito carinhosas para se referir a mim como submissa, tais como, porquinha, lixinho, vermezinho, merdinha. Enquanto eu era associada a tudo que havia de mais sórdido, minha ex-dominadora representava as qualidades mais edificantes. O que faria alguém tão imponente se interessar por uma coisinha insignificante? Pois este questionamento me encorajava a idolatrá-la e servi-la sem restrições.

Uma noite, era nessa época de festas de final de ano, ela me pediu para ir à sua casa vestida de uma forma bem elegante. Claro que passei algumas horas no salão de beleza e ainda escolhi meu melhor vestido para nos encontrarmos. Não sei por que, talvez pela ingenuidade, achei que fôssemos sair para jantar como um casal gay apaixonado. No entanto, mudei de ideia quando cheguei à sua casa e a ouvi dizendo que eu estava um pouco mais decente naquela noite. Como não quis beijar minha boca, eu me pus de joelhos e fiquei beijando seus pés. E ainda nesta posição, ela começou a amarrar meus pulsos, os braços, as pernas e os tornozelos.

Observando-me de cima, indefesa e ajoelhada aos seus pés, primeiramente minha dona cuspiu na minha face e em seguida me deu alguns tapas. Esfregou sua xana no meu rosto, enquanto eu tentava lhe fazer um oral. Nem bem havia começado a chupar, quando ela se afastou um pouco, abriu mais as pernas e começou a urinar sobre o meu rosto. Ela estava sorrindo… mandou-me ficar com o rosto parado e de boca aberta. Não conseguia engolir nada; a urina escorria em abundância pelo vestido que eu mais gostava. “É para aprender que você não pode se vestir deste jeito, minha privadinha”. Foi me empurrando para baixo, molhando ainda mais os meus cabelos, e me obrigou a lamber a urina escorrida no chão. Depois comecei a apanhar como de costume: de quatro, amarrada, nua, suja e molhada.

(Sobre a autora, clique aqui)