Minha versão sobre meu açoitamento

Se eu não estivesse depressiva, não sentia muita vontade de apanhar dos meus parceiros sexuais. Aí, ensinaram-me que minhas vontades eram irrelevantes, assim, o resultado final poderia ser constatado nos hematomas que salpicavam o meu bumbum. As mesmas marcas que me deixavam orgulhosa e excitada, também geravam vários transtornos previsíveis. Sonhava constantemente com o dia em que os assentos de madeira do meu colégio seriam todos acolchoados, confortáveis como o enorme puff do meu quarto, onde meu corpo afundava após uma sessão de spanking. Bastava sentir o choque do meu traseiro sensível com alguma superfície para despertar minha libido. Se a dor fosse contínua, o melhor a se fazer era pensar em situações excitantes, como ser acorrentada a um tronco e receber chibatadas até o chicote riscar a minha carne abrindo pequenos cortes.

Mesmo me sentindo mais atraente com marcas inchadas e arroxeadas pelo corpo, expô-las suscitariam questionamentos e reações imprevisíveis. Poderia até escondê-las da sociedade, mas entre quatro paredes várias pessoas se defrontaram com minha pele malhada de vermelho, roxo, ou amarelo. Constrangimento e excitação se manifestavam em conjunto. Para não comprometer o meu tesão, só explicava o motivo de ter sido agredida depois de satisfazer minha vontade de dar. Ora, se eu tirei a roupa, era porque queria fazer sexo e não passar por um exame de corpo de delito. Em alguns, a curiosidade persistia. Quem seria capaz de machucar uma garotinha indefesa? Nunca me interessei pela compaixão de nenhum deles. Dava explicações mentirosas porque, como eram relacionamentos casuais, ninguém precisava conhecer minha atração pelo masoquismo.

A principal responsável pelos meus machucados era a minha dominadora, mas colocava a culpa num ex-namorado imaginário quando precisava me explicar. Contudo, a versão cujo agressor era um sujeito desconhecido e violento era insossa e trivial demais. Se fosse para inventar uma história, então que fosse estimulante e, para isso, era preciso aproximá-la um pouquinho da realidade. Acrescentar quem eu sabia que tinha dezenas de motivos para me dar a única surra realmente capaz de me educar: ou seja, o meu papai. Na minha história imaginada, contava que ele era um ótimo pai. Superprotetor e por isso bastante rigoroso com as condutas da filha. Após todas as medidas educativas não surtirem efeito, só algumas palmadas eram capazes de transformar meu comportamento. Isso não queria dizer que ele fosse violento, inclusive, imagino que nunca o condenaria se um dia me agredisse.

Alguns me aconselhavam a denunciá-lo. Se fosse para reivindicar amor, carinho e atenção talvez valesse a pena. Para qualquer outra coisa, contaria algumas mentirinhas, sendo que não sou muito convincente para sustentá-las. Não estava diante de nenhum júri, nem mesmo de alguém conhecido, então as difamações contra meu pai escapavam pela minha boca como o ar que eu expirava, sem a mínima preocupação de se assemelharem com a verdade. Um pouco de atenção sobre as evidências e surgiriam desconfianças nessa história de um pai que castigava apenas o bumbum e os seios da filha. Enquanto metiam, sentia as marteladas do quadril na minha bunda e os meus peitos sendo amassados como bolas de papel. Às vezes a dor era tão pujante que tinha a sensação de todos os meus músculos se contraírem e, ao mesmo tempo, mal podia respirar, porque abafava os meus gemidos cobrindo a boca com minhas roupas para que não saíssem agoniantes. No final, eu gozava imaginando que havia passado pela última fase da minha punição.

Se a participação paterna era uma grande alucinação, pouco importava. Tinha a oportunidade de revelar certas falhas pessoais para justificar castigos tão violentos. Dizia que meu pai havia descoberto que eu era usuária de drogas, fugia de casa à noite e ficava dias sem dar notícias, roubava dinheiro de sua carteira, não frequentava todas as aulas no colégio. Enfim, inventava contravenções para parecer mais indisciplinada, mais problemática do que de fato eu era. E às vezes, quando me via no espelho, acreditava que tudo era verdade, e isso me trazia conforto e equilíbrio. Não seria justo eu cometer tantos erros e não ser punida; não seria justo eu ser punida sem ter cometido tantos erros.

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Crueldade contra um pênis indefeso

Tenho vontade de dizer aos meus clientes que gosto de apanhar durante o sexo. Só alguns poucos, aqueles que conquistaram a minha confiança, sabem desses segredinhos que tanto me estimulam. Não bastam uns tapinhas no bumbum; é preciso bater com vontade, até com um pouco de violência. É uma informação muito, muito confidencial. Imagine se todo dia um cliente resolve me bater? Teria que me aposentar por invalidez, deixando muitos senhores desconsolados e talvez um pouco menos endividados. Quando estou apanhando, conheço bem os meus limites para que uma prática fetichista não acabe em caso de polícia. Eu gosto do caráter de ser vítima, porque me absolve dos meus frequentes julgamentos de culpa. Mesmo quando sou eu quem espanca um sujeito durante o meu serviço, não me sinto muito culpada. Eu não queria fazer isso, mas sou uma vítima da minha ingrata profissão e, consequentemente, das vontades masoquistas de alguns clientes.

Se eu estiver absorta num raro orgasmo intenso e constante, fico bastante inquieta e começo a apertar, arranhar e morder meu parceiro, como um canal por onde meu êxtase possa fluir. Gosto do sexo agressivo sobre o meu corpo, em contrapartida, geralmente trato o corpo alheio como se fosse de veludo. Por mais que eu compreenda o lado masoquista da relação, afinal é este a que pertenço, sou excessivamente cautelosa na hora de aplicar umas bofetadas em terceiros. Os masoquistas sempre me pedem para torturá-los com vontade, mas, atenção, não tenho vontade de torturar ninguém (além de mim mesma). Não estou mais falando de tapinhas e mordidinhas no bumbum, mas sim de chutes e pisadas no pênis e nos testículos.

O primeiro programa que fiz com o Arnaldo foi bem divertido. Ele deitou com a barriga no meu colo, e eu lhe apliquei várias palmadas nas nádegas e enfiei o meu dedo no seu ânus. Quando segurei seu bingulinho, ele me pediu para esmagá-lo. Enquanto o apertava, ficava bem atenta às reações do meu cliente e parava sempre que ouvia um pequeno gemido agonizante. Bom, eu não tenho um pipi, por isso não dá para dimensionar a dor do sujeito. Mas eu penso que deva doer muito, porque as bolas me parecem bem delicadas e tal… enfim, eu me lembro de que o seu bilau estava tão flácido que tive que me conter para não puxá-lo para fora. E ele implorava: “Aperta com mais força! Aperta com mais força!”. Esse pedido repetitivo já estava, não literalmente, me enchendo o saco. Já basta! Para calar sua boca, apertei, de uma vez só, bem forte os seus colhões durante uns cinco segundos. Depois ele precisou de um tempo para se recuperar e não quis mais que eu brincasse com a sua bisnaguinha.

No final do programa, Arnaldo me disse que havia gostado de tudo, mas não senti muita confiança em suas palavras. Será que fui tão violenta a ponto de esterilizá-lo? De verdade, fiquei um pouco preocupada, até que, umas semanas depois, ele voltou a me procurar. “Vou ter que ficar uns bons minutos esbofeteando essa bundinha”, foi o que pensei. Mas, não! Surpreendentemente, ele queria um programa muito mais “hardcore”. Deitou-se no chão com as pernas abertas; e foi quando comecei a chutar e pisar, usando uma sandália de salto fino, no seu cacetinho. Que aflição! Teve uma hora em que ele colocou seu pitinico sobre o criado e eu fui lá e… paft! Pisei com bastante força! Mas dessa vez eu estava descalça (ufa!). Já era mais do que suficiente; ainda bem que o convenci a dar um descanso ao seu amiguinho. Ele precisava de carinho, algumas lambidinhas seriam ótimas! Lambi, lambi, lambi, mas ele não se levantou. Já estava desmaiado. Talvez tenha entrado em coma! Mas, felizmente, sei que não morreu! Tive a oportunidade de bater nele outra vez.

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Quando ofereço o meu corpo

Quando minha dona fechava a porta, no instante seguinte, eu já me encontrava nua e na posição de quatro. Ela passava a mão no meu cabelo, acariciava o meu pescoço e encostava sua mão entre as minhas pernas para verificar a concentração de umidade naquela região. Um tapa no bumbum – bem forte, por sinal – significava que eu deveria empiná-lo, até que meu rosto e meus seios tocassem o chão. Para expor ainda mais o meu botãozinho, afastava minhas nádegas com as mãos para deixar o meu rego mais aberto. Sentia muita vergonha! E ainda tinha que ficar assim por muito tempo. Em alguns casos, ela amarrava meus pulsos nos tornozelos e deixava meu traseiro levantado. E logo ele era açoitado por aquela varinha que só se satisfazia quando as marcas vermelhas se arroxeavam. Já no começo do castigo eu me desesperava; chorava, chorava, chorava muito. E quando aquela região se encontrava toda sensível, ela vinha me penetrar com um vibrador bem grandinho. Era sempre assim: eu precisava fazer alguns sacrifícios para ter o direito de gozar; como se eu não tivesse mais controle sobre as minhas vontades. De fato, quando estava diante da minha dona, perdia toda a minha autonomia. Podia até tentar argumentar, mas sempre minhas palavras finais foram um “Sim, senhora!”. Hoje eu percebo como essa expressão me dava prazer. A vontade agora é de me entregar…

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