A exposição de minha sensualidade

Algumas vezes, sinto que peco um pouco pelo excesso de vulgaridade, sendo que minha aparência indicaria um perfil mais contido, ou até mesmo infantil. Fica a vontade de fazer parte do estereótipo de mulher gostosa. Mas mesmo que eu não tenha sido agraciada com proporções generosas de busto e quadril, considero-me bem sensual – e não mais tão vulgar – quando estou dançando.

Como garota de programa, não me canso de fazer strip-tease; gosto bastante de me insinuar antes de liberar a xana aos toques depravados. Em geral, os espectadores ficam bem ansiosos, interessa-lhes que eu fique completamente nua bem depressa. Eu sei que estão pagando principalmente para ver e pegar os meus seios, o bumbum e a xana, mas posso garantir que antes disso é essencial criar a situação adequada para me bolinarem. Faço todo tipo de provocações – principalmente me esfregar e trocar olhares com o cliente – para estimular suas expectativas até o momento em que me desfaço da minha calcinha e permito que me agarrem. Aí já não dá para dançar direito, principalmente quando o quarto está cheio de expectadores ávidos pelo sexo que não se consumará.

Fica bem baratinho juntar um grupo de seis, dez pessoas, alugar um quarto e pagar pelo meu strip. Acho até mais excitante do que fazer um showzinho particular. Com certa frequência aparecem grupinhos de jovens interessados em apreciar a minha eroticidade. Começo a dançar e logo eles entram em transe, sentem-se bem relaxados, apenas observam atentamente. Um ambiente sereno que se esvai quando despertam famintos e eufóricos assim que tocam em mim. E várias mãos acariciam, arranham e apertam cada palmo do meu corpo. Querem penetrar os dedos, mas minha resposta sempre é negativa. Mesmo assim, alguns insistem em explorar meu interior, e já na primeira tentativa eu me entrego.

Bom, conforme vou me excitando, torno-me ainda mais permissiva. Então pode ser que eu permita que alguns dedinhos entrem também pelos fundos. Confesso que nessas horas sinto uma forte propensão a fazer sexo com todos que estão me apalpando, mas como uma boa profissional, tenho que me conter e respeitar o desejo do cliente que solicitou apenas um strip. Que tristeza! Volto para casa e vou me aliviar sozinha.

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Sexo apenas em áudio

Para muitos garotos, atingir os 18 anos de idade merece um rito de passagem. Para isso, nada mais simbólico do que uma garota na cama, especialmente se esta for uma prostituta; a melhor opção para divertir o aniversariante e seus amiguinhos. É um programa bem típico: strip-tease para o pessoal, se agarrar um pouquinho nos convidados e aliviar todas as tensões do aniversariante para depois oferecer-lhe sexo completo.

Dessa vez as instruções foram as mesmas: teria que fazer de tudo. Quando eles falam “de tudo”, eu interpreto como “fazer o que sempre faço, sem esquecer que eles desejam sexo anal”. Aparentemente nenhum problema até que um garoto comenta: “O Breno é meio virgem”. Eis que outro complementa: “E meio veadinho, também!”. Está aí uma situação delicada, porque quando me presto a ser um presente, espera-se que eu agrade o aniversariante. Mas se a orientação sexual do presenteado não lhe permite se excitar comigo, não serei eu a tentar convertê-lo pelo menos ao bissexualismo.

Fiz o meu showzinho de dança erótica. Não obstante ser o único elemento feminino, logo me posicionei como a única totalmente despida. Uns se divertiam mais que outros (leia-se o dono da festa), e logo chegaria a minha hora de investir no mais novo jovem maior de idade. Estava muito certo para mim de que ele não se dava muito bem com o sexo oposto. Independente disso, estava ali para cumprir o meu trabalho e, com isso em mente, comecei a rebolar em seu colo. Nenhuma reação em troca. Passei minhas pernas em volta da sua cintura e fiquei esfregando meus seios e meu sexo em seu corpo. Nada nele que demonstrasse excitação. Sussurrei palavras obscenas entremeadas por gemidos abafados e passei um pouco minha língua em sua orelha. Reagiu dessa vez: afastou o rosto de mim. “Caramba, o que eu faço com esse ‘meio veadinho’?”, pensava enquanto seguia com minhas investidas.

Ele parecia cada vez mais nervoso, então eu o convidei para irmos ao quarto resolver de vez nossa relação (ora, o que aqueles garotos iriam pensar de nós dois, se não terminássemos transando?). No quarto, ele me confessou que não se sentia atraído por mim, que não faria sexo com qualquer pessoa e outras coisas do gênero. Rejeitada, me sentindo uma qualquer (o que de fato é uma verdade), pelo menos poderia compor uma ilusão sexual. Fiquei gemendo bem alto, pulando na cama e batendo no meu bumbum para criar uma paisagem sonora convincente para os seus amigos. Para me divertir, exagerei um pouquinho, exclamando coisas como “Ai, o seu pau é muito grande e gostoso, vai arrombar todo o meu cuzinho”.

Sentencio que foi uma grande falta de ética profissional de minha parte receber o pagamento sem ter feito sexo com ninguém. Mas considere que eu me ofereci toda e até estava interessada em fazer alguma sacanagem, que não fosse enganar os outros rapazes. Essa minha mentirinha teve uma boa intenção, porque acabou com os questionamentos sobre a sexualidade daquele jovem. Para os outros, sobraram duas possíveis deduções: 1ª. Nossa, ele é hetero. 2ª. Agora assim, ele virou hetero. Já para mim, ficaram várias dúvidas que não tenho nenhum interesse em buscar a resposta.

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A dança que desperta a puta

Considero que um programa convencional começa mesmo com um strip-tease. Para mim, marca o momento de assumir totalmente o papel de garota de programa. Não faço apenas para excitar os clientes; esse tempo em que estou dançando serve também para abstrair um pouco aquilo que está ao meu redor. Evito ficar reparando muito nas expressões dirigidas a mim, justamente para não me desconcentrar. Isso porque só consigo perder a timidez se, nos primeiros minutos, imaginar que ninguém está me vendo. E é uma tática incrível, porque depois disso a minha depravação atinge um plano superior, e podemos observar uma clara manifestação do meu alter ego. O despertar desse meu lado promíscuo representa o clímax da minha apresentação “artística”, que é aquele período em que já estou completamente nua, e os clientes entram em contato com minhas intimidades.

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