Sexo apenas em áudio

Para muitos garotos, atingir os 18 anos de idade merece um rito de passagem. Para isso, nada mais simbólico do que uma garota na cama, especialmente se esta for uma prostituta; a melhor opção para divertir o aniversariante e seus amiguinhos. É um programa bem típico: strip-tease para o pessoal, se agarrar um pouquinho nos convidados e aliviar todas as tensões do aniversariante para depois oferecer-lhe sexo completo.

Dessa vez as instruções foram as mesmas: teria que fazer de tudo. Quando eles falam “de tudo”, eu interpreto como “fazer o que sempre faço, sem esquecer que eles desejam sexo anal”. Aparentemente nenhum problema até que um garoto comenta: “O Breno é meio virgem”. Eis que outro complementa: “E meio veadinho, também!”. Está aí uma situação delicada, porque quando me presto a ser um presente, espera-se que eu agrade o aniversariante. Mas se a orientação sexual do presenteado não lhe permite se excitar comigo, não serei eu a tentar convertê-lo pelo menos ao bissexualismo.

Fiz o meu showzinho de dança erótica. Não obstante ser o único elemento feminino, logo me posicionei como a única totalmente despida. Uns se divertiam mais que outros (leia-se o dono da festa), e logo chegaria a minha hora de investir no mais novo jovem maior de idade. Estava muito certo para mim de que ele não se dava muito bem com o sexo oposto. Independente disso, estava ali para cumprir o meu trabalho e, com isso em mente, comecei a rebolar em seu colo. Nenhuma reação em troca. Passei minhas pernas em volta da sua cintura e fiquei esfregando meus seios e meu sexo em seu corpo. Nada nele que demonstrasse excitação. Sussurrei palavras obscenas entremeadas por gemidos abafados e passei um pouco minha língua em sua orelha. Reagiu dessa vez: afastou o rosto de mim. “Caramba, o que eu faço com esse ‘meio veadinho’?”, pensava enquanto seguia com minhas investidas.

Ele parecia cada vez mais nervoso, então eu o convidei para irmos ao quarto resolver de vez nossa relação (ora, o que aqueles garotos iriam pensar de nós dois, se não terminássemos transando?). No quarto, ele me confessou que não se sentia atraído por mim, que não faria sexo com qualquer pessoa e outras coisas do gênero. Rejeitada, me sentindo uma qualquer (o que de fato é uma verdade), pelo menos poderia compor uma ilusão sexual. Fiquei gemendo bem alto, pulando na cama e batendo no meu bumbum para criar uma paisagem sonora convincente para os seus amigos. Para me divertir, exagerei um pouquinho, exclamando coisas como “Ai, o seu pau é muito grande e gostoso, vai arrombar todo o meu cuzinho”.

Sentencio que foi uma grande falta de ética profissional de minha parte receber o pagamento sem ter feito sexo com ninguém. Mas considere que eu me ofereci toda e até estava interessada em fazer alguma sacanagem, que não fosse enganar os outros rapazes. Essa minha mentirinha teve uma boa intenção, porque acabou com os questionamentos sobre a sexualidade daquele jovem. Para os outros, sobraram duas possíveis deduções: 1ª. Nossa, ele é hetero. 2ª. Agora assim, ele virou hetero. Já para mim, ficaram várias dúvidas que não tenho nenhum interesse em buscar a resposta.

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Aqueles que saem desvirginados – 2ª parte

Aqueles que saem desvirginados – 1ª parte

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Felicidade de uma prostituta privilegiada

(Não gosto quando o texto fica muito grande, mas o que vou contar merece mais detalhes)

Há dois meses, num final de tarde, minha cafetina me ligou dizendo que havia uma mulher que gostaria de me conhecer. Isso não me pareceu muito estranho, considerando que alguns casais já me procuraram para compor um “ménage”. A possibilidade de sexo a três me deixou animada, tanto que até caprichei um pouquinho a mais na minha produção. Quando são homens que querem me conhecer, não tenho lá essa preocupação; já fui até de pijama me encontrar com eles (claro que minha cafetina ficou furiosa). Mas dessa vez estava indo no estilo “femme fatale”, o preferido dos casais. Foi nessa circunstância, meio incômoda, que eu conheci a dona Helen.

Dona Helen fugia completamente do estereótipo de esposa que deseja surpreender o marido com uma fantasia. Não tinha as feições de uma amante; era a perfeita representação de uma mãe. Não tardou para as aparências confirmarem a realidade. Aquela senhora viera solicitar o meu serviço para o seu filho, chamado Pedro. Era visível o ar de extrema insegurança daquela mulher. Imagino que deveria ser delicado para uma mãe estar nesse ambiente em companhia de mulheres tão desavergonhadas. Foi aí que descobri que seu estado de tensão não era exatamente consequência da má impressão que eu passara – até porque nem havia falado muito –, mas sim porque ela não tinha certeza se era certo pagar para o filho ter a primeira relação sexual. Bem, já tiveram alguns pais que pagaram programas para os filhos e…

– É porque o Pedro tem Síndrome de Down.

Ah, inesperado. Agora também fui contagiada pela sua insegurança. Decidi que seria melhor conversar com aquela mãe sozinha, porque minha cafetina não teria o mínimo de sensibilidade para tratar um programa além da perspectiva financeira; seria um como qualquer outro. Em contrapartida, para mim, seria uma experiência mais do que especial (por isso me sinto muito confortável em escrevê-la aqui). Sei lá, essa era a oportunidade de me sentir mais humana. Não precisaria reprimir tanto os meus sentimentos para concordar com os adjetivos agressivos que muitos me impunham. Seria uma ótima maneira de ressaltar que estou viva e valorizar essa minha passagem.

Todos aqueles meus sentimentos (descritos aí em cima) tomaram de uma vez a minha mente mesmo antes de conversar com a Helen. Só que naquela hora, eles se confrontavam com várias preocupações, afinal eu nunca tinha lidado diretamente com uma pessoa Down. Estava com medo, mas tentei mostrar alguma segurança a partir de certos conhecimentos que eu tinha sobre o comportamento das pessoas com essa deficiência. A mãe ficou mais tranquila; aparentemente eu estava bem preparada, mas na verdade transpareci apenas uma falsa impressão sobre mim mesma.

Consegui convencê-la de que seria bom para aquele jovem passar um tempo comigo (não imaginava, contudo, que para mim seria ainda melhor ficar algumas horas com ele). Acredito realmente que indivíduos com qualquer deficiência não devem ser segregados a um universo próprio, por isso admirei muito a atitude dessa mãe por proporcionar que seu filho vivencie o sexo como naturalmente ocorre com qualquer adolescente.

Descobri vários detalhes sobre o Pedro. Ele tem 23 anos, já beijou algumas garotas, nunca teve uma namorada, pediu uma menina chamada Isabela em casamento, era apaixonado pela Luciana (Alinne Moraes) de “Viver a Vida”, comprou escondido a Playboy da Cacau do Big Brother, consumia bastante vídeos pornográficos principalmente orgias e lésbicas e era meio “homofóbico” (por falar muito mal de gays). Sua mãe me contou muitas outras coisas a seu respeito, o que me deixou fascinada mesmo sem tê-lo visto.

Depois de passar três vezes pelo processo seletivo de dona Helen, enfim fui me encontrar com seu filhote, já bem crescidinho, eu diria. Estava com uma roupa bem comportada e ao mesmo tempo sensual. Não apenas por causa das minhas roupas, sentia-me muito diferente, a ponto de não me reconhecer. Como eu me parecia, jamais conseguiria descrever. O meu jeito estava bastante transformado, até porque era uma situação excepcional. Sem dúvidas foi um dos programas que me deixou mais apreensiva, e ainda bem que a mãe compartilhava esse sentimento comigo.

Logo Pedro e eu fomos para o quarto do casal, onde a mãe nos garantiu que teríamos completa privacidade. Porta fechada. Seguiu-se o silêncio. Sentado na cama, trêmulo e ofegante, observava-me com admiração. Estávamos os dois acuados, inseguros. Mas eu teria que ser a primeira a superar isso, afinal já havia arquitetado várias possibilidades do que poderia ocorrer. Então, valendo-se de todo meu excesso de delicadeza, sentei-me ao seu lado e confessei:

– Sabe, Pedro, eu estou um pouquinho tensa essa noite.

Delicadamente, peguei uma de suas mãos e coloquei em cima do meu peito.

– Está sentindo como o meu coração está acelerado?

Fez um gesto concordando e sorriu para mim.

– Agora é a minha vez de sentir o seu – encostei minha mão em seu tórax – é, o seu também está bem disparado.

Sorriu de novo. Puxei assunto. Com uma dicção meio enrolada, ele começou a me falar de suas amigas (inclusive falou de seu pedido de casamento para a Isabela). Aos poucos começou a ficar mais à vontade. Ficava acariciando-o de leve para encorajá-lo a tocar em mim, até que passou os braços pela minha cintura. Pouco tempo depois, já estava ficando meio taradinho: começou a apertar minha cintura e passar a mão no meu bumbum. Como de costume, decidi fazer uma provocaçãozinha. Levantei-me e disse:

– Pedro, eu vou rapidinho lá no banheiro tomar um banho. Mas eu não demoro, viu?

Tirei minhas roupas no banheiro e deixei a porta entreaberta até a metade. Essa parte foi bem engraçada! Típico de alguém bem curioso, a todo o momento ele ficava espiando e rindo. Então, repentinamente, eu me virava para ele que, assustado, escondia-se para segundos seguintes voltar a bisbilhotar.

– Eu sei que você anda me observando, viu? Então entre aqui para me ajudar. Eu não estou conseguindo esfregar o sabonete nas minhas costas. Esfrega para mim?

Fiquei de costas, joguei meus cabelos para frente e deixei que me limpasse meio descoordenado. Depois agradeci dando-lhe um beijinho no rosto, o que o deixou meio envergonhado. Infelizmente, dessa vez, eu tinha me esquecido de trazer algum hidratante para ele passar no meu corpo, então, mal sabia ele, teve que se contentar em apenas pentear os meus cabelos. E fez isso muito direitinho, eu admito.

Ele me perguntou se eu iria me maquiar. Eu realmente não tinha isso nos meus planos, até que ele me entrega um batom vermelho da sua mãe. Gostei muito da ideia. Passava bem forte o batom nos meus lábios e deixava várias marquinhas de beijo no seu rosto. Meu penúltimo beijo foi em sua boca, mas ele não gostou de ficar com batom nos lábios e logo limpou. Dei outro selinho, e ele ficou bravo comigo. Também me entregou o perfume que sua mãe usava, mas obviamente, para evitar as desconfianças de dona Helen, recusei.

Em seguida fomos para a cama, onde começou a passar a mão pelo meu corpo. Era um bom rapaz; sempre pedia permissão antes de tocar em algum lugar ou de uma forma diferente. Acariciava-me com bastante cuidado, o que me fazia sentir cócegas às vezes. E lá ia eu pegar na mão daquela criança para ensinar direitinho como fazer. Aprendeu rapidinho ao nível de enfiar o dedo no meu cu sem que eu desse nenhuma instrução. “Que tipo de pornografia será que ele anda vendo?”, pensei comigo. Pouco tempo depois, tirou seu pênis para fora da calça. Não esperava isso: masturbei-o um pouquinho só, e ele gozou. Bem, por causa disso, achei melhor deixar a penetração e o oral para outro encontro. E terminamos abraçados na cama, com meus cabelos sendo acariciados.

Gosto muito de me recordar dessa nossa primeira vez. Sinto-me privilegiada por ter vivenciado esses e outros momentos lúdicos que tivemos. Com certeza é uma realidade ingênua que contrasta demasiadamente com as experiências que tenho no meu cotidiano. É por isso que fico tão encantada. Certamente o Pedro é uma das poucas pessoas capazes de resgatar alguma pureza dentro de mim e me guiar para uma fantasia tão sentimental como aquela. Nessas horas, senti uma enorme felicidade, contudo não é esse tipo que está ao meu alcance. De qualquer forma, certas marcas permaneceram e são suficientes para sempre melhorar o meu ânimo. Por isso…

Sim, sim, sim, estou bem feliz! =)

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A carência por trás das gentilezas

Aqueles que saem desvirginados – 2ª parte

Deixo aqui todo o meu incentivo para que os rapazes ainda virgens, principalmente os mais tímidos, que não descartem a possibilidade de perder o cabaço com uma garota de programa. Por razões óbvias, aquela história de que a primeira vez tem que ser com o amante só faz sentido quando aplicada à virgindade feminina. Tudo bem, a primeira vez dói mesmo, mas em compensação, a mulher se liberta, em especial de alguns moralismos. Em geral, quem fez uma vez, não se sente mais tão culpado em repetir a dose. Pode parecer incoerente escrever isso, mas mesmo tendo transado milhares de vezes, ainda hoje sinto um tantinho de remorso.

Enfim, não querendo parecer corporativista – até porque não sou nenhuma entusiasta em defesa da minha categoria -, acho bastante válido que pelo menos um “test drive” seja feito primeiro com uma profissional do sexo. Ainda mais com esse bando de garotas que se acham professoras (algumas mais velhas poderiam até ser tituladas como doutoras) de prática sexual. É bem gozado isso; se houvesse um curso para atividades sexuais, acho que eu teria pelo menos uma pós-graduação em sexo oral.

Admito que para essa matéria sou uma péssima professora, uma vez que a maneira como eu gosto que façam comigo deixaria boa parte das moças espantadas. Então o interessante mesmo para esses marinheiros de primeira viagem é já ter uma noção do que esperar de uma mulher na cama. Assim, é importante que eu ofereça um gostinho das principais formas de se excitar alguém.

Depois de suas mãos explorarem meu corpo é a minha vez de usar as minhas para acariciar o pênis. Fica mais interessante ainda quando um toca o outro simultaneamente. Alguns poucos garotos não conseguem se conter nessa hora e logo ejaculam. Não tem importância, eu volto a estimulá-los tudo de novo.

Terminada aquela breve masturbação, começa a minha especialidade: sexo oral. Nessa fase, o risco desses mancebos gozarem é bastante alto. Estou lá, compenetrada, chupando bem levemente seu sexo e, de uma forma ágil e um pouco inesperada, ocorre de minha boca ser tomada por um volume de esperma meio minguado. Minha reação é sempre a mesma: faço uma expressão de paisagem para insinuar que esse incidente é perfeitamente normal. Meu maior cuidado é para nunca deixá-los constrangidos. Mesmo com esses previsíveis imprevistos, continuo meu trabalho.

Muitas prostitutas, nessa e em outras situações, se esforçam para os homens atingirem o orgasmo em tempo recorde. Para pessoas inexperientes, acho que tal atitude demonstra até mesmo uma falta de caráter da parte delas. Geralmente, consulto a preferência de meus consumidores. Não me julgaria uma boa profissional por fazê-los gozar em menos de dez minutos. Para mim, o prazer é acumulativo. Tendo isso em vista, dou o melhor de mim para que o indivíduo seja excessivamente abastado por essa sensação, antes que ela tome uma forma viscosa.

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